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Cidadania da UE: Países que mais emitem passaportes a não-UE

Alemanha lidera em concessões de cidadania na UE em 2024, com quase 300 mil, enquanto Suécia tem a maior taxa de naturalização entre não nacionais

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  • Em 2024, a União Europeia concedeu 1,2 milhão de passaportes, alta de 54% em dez anos, com 88% dos beneficiários de fora da UE e quase 11% vindos de outro país-membro.
  • Alemanha lidera em números absolutos, com quase 300 mil passaportes emitidos; Espanha fica em segundo, com cerca de 250 mil, seguido pela Itália, com 217 mil.
  • Sweden tem a maior taxa de naturalização, com 7,5 nacionalizações por cada 100 residentes não nacionais; Itália tem 4,1, e Espanha e Holanda, 3,9. Países como Lituânia, Bulgária e Estônia estão entre os menores índices.
  • Entre as nacionalidades que mais receberam passaportes da UE em 2024 estavam sírios (mais de 110 mil), marroquinos (cerca de 97 mil), albaneses (40 mil+), turcos (pouco acima de 40 mil) e romenas (aproximadamente 40 mil).
  • Não há caminho único para cidadania na UE; prazos variam, com Espanha exigindo dez anos para a maioria, Latino-americanos podendo ter dois anos, Polônia em três e Malta em poucos meses com investimento; Alemanha e Reino Unido também apresentam regras distintas.

A União Europeia viu o número de cidadãos concedidos a migrantes crescer nos últimos dez anos. Em 2014, foram emitidos 762 mil passaportes; em 2024, cerca de 1,2 milhão, segundo a Eurostat. O bloco registrou alta de 54% nesse período, com quase 12% a mais ante 2023. A esmagadora maioria (88%) são não nacionais da UE; quase 11% adquiriram cidadania após mudar de outro país membro.

Entre os países, a Alemanha lidera em número total de concessões, com quase 300 mil cidadanias em 2024, representando um quarto do total da UE. A Espanha aparece em seguida, com cerca de 250 mil, seguida pela Itália, com aproximadamente 217 mil.

No entanto, quando se observa a taxa de naturalização por 100 habitantes não nacionais, a Suécia tem o índice mais alto da UE, com 7,5 concessões por cada 100 residentes não nacionais. A Itália fica em segundo, com 4,1; seguida por Espanha e Países Baixos, ambos com 3,9.

Entre as nacionalidades que mais recebem passaportes da UE em 2024, Syrians lideram, com mais de 110 mil novas cidadanias. Moroccans aparecem logo atrás, com 97 mil, seguidos por albaneses com 48 mil e turcos com pouco mais de 40 mil.

Românios aparecem como o maior grupo vindo de um país da UE a obter cidadania na UE, soma de cerca de 40 mil pessoas. Também figuram entre os beneficiados venezuelanos, ucranianos, indianos, russos e brasileiros, entre outros.

As regras para obter a cidadania variam amplamente entre os países, sem um caminho único. A média de residência necessária costuma ficar em torno de cinco anos, porém há exceções significativas. Espanha, por exemplo, exige dez anos de residência para a maioria dos casos.

Algumas nacionalidades têm caminhos mais rápidos em certos países. Argentinos, mexicanos, brasileiros e costarriquenhos podem requerer cidadania em até dois anos na Espanha, um dos atajos disponíveis. Portugal, Andorra, Filipinas e Guiné Equatorial oferecem caminhos similares para quem se estabelecer nesses locais.

Em termos de áreas rápidas, a Suécia oferece uma via geographicamente facilitada: dois anos para cidadãos de outros países nórdicos, geralmente cinco anos para demais nacionais. Malta, por sua vez, pode exigir apenas 14 meses, desde que haja investimento significativo na economia.

Questões recentes trazem mudanças. O esquema de rápida naturalização para trabalhadores altamente qualificados na Alemanha foi descontinuado em 2025, e a residência necessária permanece em cinco anos, com exigência adicional de alemão B1, exame de cidadania e estabilidade financeira. No Reino Unido, o tempo de residência também é de pelo menos cinco anos, com possibilidade de aumento para 10 anos, além de testes de língua e conhecimento.

A comparação entre caminhos de cidadania evidencia variações expressivas entre os países da UE, destacando que o processo é, em grande parte, dependente de critérios nacionais, prazos e condições específicas de cada nação.

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