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Corte Suprema dos EUA derruba lei do Colorado que proibia terapias de conversão

Suprema Corte dos EUA invalida lei do Colorado que proibia terapias de conversão, por violar a Primeira Emenda e a liberdade de expressão dos profissionais de saúde

Suprema Corte dos EUA
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  • A Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou lei do Colorado que proibia terapias de conversão, mantendo a proteção à liberdade de expressão.
  • A decisão, tomada na última segunda-feira, foi unânime: todos os nove juízes entenderam que a lei viola a Primeira Emenda.
  • O tribunal afirmou que a norma restringe a atuação de profissionais de saúde e fere direitos de expressão e liberdade religiosa.
  • O veredito não impede que haja leis para proteger menores, desde que respeitem a expressão e os direitos constitucionais dos profissionais.
  • Grupos de defesa dos direitos LGBTQIA+ celebraram, dizendo que terapias de conversão são prejudiciais e carecem de base científica; o Colorado pode tentar uma nova lei dentro desses parâmetros.

A Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou uma lei do Colorado que proibia terapias de conversão, alegando violação da Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão. A decisão foi tomada na última segunda-feira, 31 de março, e determina que a legislação estadual restringe a atuação de profissionais de saúde.

A norma, vigente desde 2019, punia terapeutas que oferecessem tratamento para menores de idade com o objetivo de alterar orientação sexual ou identidade de gênero. Na avaliação dos juízes, a proibição cerceia a liberdade de expressão dos profissionais ao limitar métodos de aconselhamento e tratamento.

A decisão foi unânime, com todos os nove integrantes da Corte concordando que a lei do Colorado violava a Primeira Emenda. O tribunal destacou que a legislação impedía condutas profissionais legítimas e restringia o direito a expressar opiniões terapêuticas.

Contexto jurídico

A decisão não impede que o Colorado ou outros estados adotem leis para proteger menores de terapias de conversão. Contudo, essas normas devem respeitar a liberdade de expressão e os direitos constitucionais dos profissionais de saúde.

Grupos de defesa dos direitos LGBTQIA+ saudaram o veredito, considerando a prática prejudicial e sem respaldo científico. Argumentam que terapias de conversão configuram discriminação e abuso contra pessoas LGBTQIA+.

Próximos passos

O Colorado pode buscar uma nova lei que proteja menores, desde que observe limites constitucionais e a liberdade de expressão dos profissionais. O caso estabelece precedente relevante para o tema nos Estados Unidos.

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