- Em meio ao conflito, sítios culturais iranianos sofrem danos significativos, com bombardeios atribuídos a Israel e aos Estados Unidos.
- Golestan Palace, em Teerã, teve danos concentrados no Salão do Trono de Mármore, área cerimonial da dinastia Qajar.
- Chehel Sotoun Palace sofreu danos graves, com partes do acabamento em espelho, teto e caixotaria de madeira caindo e janelas estilhaçadas.
- Ali Qapu Palace também foi afetado, com danos visíveis na fachada e na área próxima ao Maydan-e Naqsh-e Jahan, no coração de Isfahan.
- País possui histórico de preservação de patrimônio; especialistas destacam a necessidade de planejamento e recursos para recuperação e restauração das monumentos iranianos.
Desde o início do conflito, o patrimônio cultural do Irã sofre danos significativos em sítios históricos e palácios de grande valor. Bombardeios de Israel e dos EUA contribuíram para a deterioração de espaços cerimoniais, salas de espelhos, tetos e fachadas.
O Golestan Palace, em Teerã, registrou estragos na área Ayvan-e Takht-e Marmar — o Salão do Trono de Mármore. Detalhes de mirror-mosaic (*ayeneh-kari*) e dourados do interior também foram afetados, prejudicando a área destinada a cerimônias formais da dinastia Qajar.
#### Danos em palácios icônicos
O Chehel Sotoun Palace sofreu danos severos, com descolamento de áreas do acabamento de espelho na varanda (*ayvan*) e queda de trechos do teto de madeira dourada. Muralhas e janelas de vidro apresentaram rachaduras e fragmentos no chão.
Parte das pinturas murais, que retratam recepções reais do século XVII, apresentam fissuras visíveis. A área abriga cenas de embaixadores e festividades que marcavam encontros entre a corte Safávida.
O Ali Qapu Palace, na praça Naqsh-e Jahan, também sofreu impactos. A construção, que era a entrada formal do complexo, tem danos ainda a ser totalizados, com prejuízos relatados às estruturas do pátio e às vistas para a praça central.
#### Contexto de recuperação e preservação
História de preservação do Irã inclui a criação de entidades dedicadas desde o início do século XX. O país manteve políticas de registro, restauração e consolidação de monumentos, com colaboração de especialistas nacionais e internacionais ao longo das décadas.
Conservadores iranianos, artesãos locais e instituições como a Organização Iraniana de Patrimônio Cultural têm trabalhado na recuperação de monumentos desde Isfahan até Persepolis. Esses profissionais atuaram também em projetos de restauração do Grande Mesquita de Isfahan.
Especialistas destacam a necessidade de planejamento e recursos para reconstrução de sítios danificados. A continuidade da proteção do patrimônio depende de investimentos, expertise e cooperação internacional para recuperação de espaços históricos.
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