- Trump e a Casa Branca sinalizam não prometer reabrir o Estreito de Ormuz como pré-requisito para encerrar a guerra com o Irã, segundo fontes.
- Funcionários reconhecem que a reabertura completa pode levar semanas ou meses, e que não haveria tempo suficiente para cumprir esse objetivo no prazo de quatro a seis semanas.
- O Estreito responde por cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo, o que justifica a pressão para restauração rápida.
- O presidente tem pressionado aliados a enviarem navios de guerra para escoltar petroleiros, enquanto a Casa Branca tenta coordenações e medidas para reduzir impactos dos altos preços da gasolina.
- China e Paquistão apresentaram plano de cinco pontos para paz no Oriente Médio, incluindo proteção da passagem pelo Estreito, enquanto EUA buscam formar coalizão internacional com participação de parceiros.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e membros de sua administração avaliam que reabrir o Estreito de Ormuz não é pré-requisito para encerrar a guerra com o Irã. A leitura é de fontes próximas às discussões, citadas pela imprensa americana.
Dentro da Casa Branca, oficiais reconhecem que a reabertura do estreito é vista como objetivo estratégico. Querem reduzir preços altos do petróleo e gás, que pesam sobre o eleitorado republicano antes das eleições de meio de mandato.
Ainda assim, não é possível prometer a reabertura dentro do prazo de quatro a seis semanas para encerrar o conflito, segundo as mesmas fontes familiarizadas com as conversas.
Especialistas de inteligência estimam que restaurar plenamente as operações do estreito levará semanas ou meses. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela rota controlada por Teerã.
Trump tem dito publicamente que espera que outros países assumam parte do ônus. Alega que nações europeias dependentes do estreito devem contribuir para a sua reabertura.
Em mensagens públicas, o presidente pediu que aliados enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito, enquanto avança a ideia de cooperação internacional.
Líderes europeus, não consultados previamente, permanecem cautelosos em se envolver no conflito ainda em curso. Diversos países assinaram declarações de cooperação, sem prazos definidos.
Trump afirmou que, na visão dele, o estreito ficará mais fácil de reabrir após o fim das hostilidades. A administração também aponta medidas para mitigar o impacto do petróleo nos preços ao consumidor.
A Casa Branca destacou ações como suspensão de algumas sanções ao petróleo russo, seguro para petroleiros no estreito e liberação de reservas estratégicas. Afirmou que o governo está preparado para agir diante do Irã.
Entre tom crítico e pragmático, a gestão mantém diálogo com aliados para criar uma coalizão de patrulha do estreito, conforme reconhecem autoridades próximas ao tema.
O secretário de Defesa reforçou que os EUA lideraram, mas não desejam impor a solução sozinhos, sinalizando uma atuação compartilhada no longo prazo.
O secretário de Estado reiterou o objetivo de formar uma coalizão internacional para o patrulhamento, ressaltando que o envolvimento é uma meta de médio a longo prazo. O G7 foi citado como espaço de discussão.
Paralelamente, China e Paquistão apresentaram um plano de cinco pontos para restabelecer paz no Oriente Médio, incluindo medidas para proteger o trânsito no Estreito de Ormuz e facilitar a passagem segura de navios civis.
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