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Kallas diz que ativos russos são opção se Orbán vetar empréstimo à Ucrânia

Kaja Kallas diz que ativos russos congelados voltam a ser opção para financiar a Ucrânia caso Orbán mantenha o veto ao empréstimo de noventa bilhões de euros

Kaja Kallas in Kyiv.
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  • A vice-diretora da UE, Kaja Kallas, disse que, se Viktor Orbán for reeleito e mantiver o veto ao empréstimo de noventa bilhões de euros para a Ucrânia, a ideia de usar ativos russos congelados volta a entrar em análise.
  • Plan A continua sendo a utilização dos ativos russos; Plan B é o empréstimo, e, caso não haja avanço, o bloco pode retomar Plan A.
  • A Comissão Europeia propôs transformar cerca de doiscentos e dez bilhões de euros em ativos da o Banco Central da Rússia sob sanções em uma linha de crédito sem juros para a Ucrânia em 2026 e 2027.
  • Países como Alemanha, Polônia, nórdicos e balcãs apoiaram a ideia; Bélgica resistiu devido a questões legais e de reputação, com França, Itália, Malta e Bulgária também demonstrando preocupações.
  • O veto de Orbán ocorreu em meio a disputa envolve o oleoduto Druzhba, que opera com interrupções desde o fim de janeiro, tornando a aprovação do empréstimo mais complexa.

Kaja Kallas afirmou que ativos russos congelados continuam sendo uma opção caso Viktor Orbán permaneça com o veto ao empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia. A declaração foi feita durante visita a Kyiv, nesta terça-feira, em meio ao impasse atual.

Ela explicou que o plano A, antes de surgir o empréstimo, previa a utilização dos ativos congelados. Se o plano B falhar, o pacote financeiro para Kyiv pode retornar àquela opção, desde que seja necessário para resistir à agressão russa.

O presidente do Conselho Europeu, UEO, destacou a necessidade de entregar financiamento à Ucrânia para enfrentar a ofensiva russa. Em Kyiv, o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, reiterou que ativos imobilizados não saem da agenda até que a Rússia pague todas as reparações.

Contexto do empréstimo e a posição de Orbán

A Comissão Europeia já propôs transformar 210 bilhões de ativos da posse do Banco Central da Rússia sob sanções em linha de crédito sem juros para atender às necessidades da Ucrânia em 2026 e 2027. A ideia recebeu apoio de Alemanha, Polônia, Países Nórdicos e Baltos.

Com a oposição de Bélgica, que detém a custódia de tais ativos, e ressalvas de França, Itália, Malta e Bulgária, o esforço não chegou a avançar no fim do ano passado. O plano vigente prevê um empréstimo de 90 bilhões, com países da UE optando por uma garantia comum.

O veto de Orbán, em fevereiro, exigiu a retomada imediata dos fornecimentos de petróleo via o gasoduto Druzhba como condição inegociável. A medida interrompeu o avanço do acordo, causando descontentamento entre outros Estados-membros.

A Ucrânia, representada pelo ministro, pediu uma resolução rápida, já que Kyiv depende de ajuda externa para sustentar seu esforço de defesa. A Comissão Europeia chegou a oferecer inspeção do Druzhba, com custos cobertos pela UE, mas a visita ainda não ocorreu, conforme relatos.

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