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Trump afirma fim da guerra dos EUA com o Irã em duas a três semanas

Trump afirma que o fim da guerra com o Irã pode ocorrer em duas a três semanas; saída dos EUA pode reduzir a influência sobre o Estreito de Ormuz

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  • Trump afirmou que a guerra dos EUA contra o Irã pode terminar em duas a três semanas, dizendo que os objetivos militares já foram amplamente alcançados e que os EUA vão se retirar.
  • O presidente sugeriu que o Irã pode negociar nesse período, mas afirmou que um acordo não é necessário para encerrar o conflito; mudança de regime já ocorreu e não era objetivo inicial.
  • A reabertura do Estreito de Ormuz pode não ser condição necessária para encerrar a guerra, com possibilidade de uma força internacional assumir a gestão da passagem.
  • A leitura econômica aponta para impactos: o Brent subiu cerca de sessenta por cento em março e a gasolina nos Estados Unidos passou de quatro dólares por galão pela primeira vez desde dois mil e vinte e dois.
  • As mudanças elevam a incerteza política para o governo, enquanto autoridades destacam que a agenda de cortes de impostos, desregulamentação e energia continua, mesmo com eventual saída de parte das operações militares.

O anúncio do presidente Donald Trump de que vê o fim da guerra dos EUA contra o Irã em duas a três semanas foi feito na Casa Branca. Segundo Trump, os EUA já cumpriram grande parte de seus objetivos militares e caberia a outras nações lidar com questões ligadas ao Estreito de Ormuz. O caminho para um acordo com Teerã não seria obrigatório para encerrar o conflito.

Trump afirmou que os EUA sairão quando o Irã não puder obter armas nucleares, destacando que houve mudança de regime, mas que esse objetivo não foi o foco principal. Ele disse ainda que o regime atual é melhor do que o anterior ao conflito, e que o Irã não terá arma nuclear.

A equipe da Casa Branca já sinalizava que reabrir Ormuz pode não ser condição necessária para encerrar a guerra, o que acenaria para uma gestão da crise com foco na contenção militar e na segurança de rotas marítimas sem uma intervenção direta sobre a via.

O Brent reagiu com alta expressiva, registrando ganho de cerca de 60% em março em relação ao início do conflito. Nos EUA, a gasolina superou US$ 4 por galão pela primeira vez desde 2022, elevando a preocupação com impactos econômicos.

Especialistas apontam que a guerra, iniciada sob a administração de Trump com Israel, perde parte do controle político da atual gestão. Há risco para o desempenho de deputados republicanos nas eleições de meio mandato, em meio a temores de impactos econômicos da guerra.

Para a Administração, a dor econômica associada ao conflito é a principal preocupação, com a atenção voltada às campanhas de reeleição de parlamentares republicanos. O porta-voz Kush Desai defendeu que a trajetória de longo prazo da economia permanece sólida.

Críticos dizem que a guerra provocou interrupções significativas nos fluxos de energia, enquanto a administração tenta dissociar a ameaça iraniana do impacto sobre o transporte marítimo. A ideia é transferir parte da responsabilidade a aliados regionais que dependem mais da energia da região.

Trump sugeriu ao New York Post que o Irã poderia abrir o estreito de forma automática, desde que a pressão militar cesse, o que gerou preocupações entre países do Golfo. Fontes próximas à Casa Branca afirmaram que a proteção a aliados da região permanece, ainda que o Irã não seja mais alvo central.

Em negociações anteriores, os EUA mobilizaram ativos militares consideráveis no Oriente Médio, mas não obtiveram acordo sobre questões como o abandono do programa de mísseis iraniano ou o apoio a grupos como Hezbollah e Hamas. Enquanto isso, Emirados Árabes Unidos participariam de uma força naval para tentar reabrir o estreito.

O secretário de Defesa destacou que a reabertura de Ormuz não é apenas uma responsabilidade dos EUA, sugerindo que outros países também devem agir. A Secretaria de Imprensa reiterou que o objetivo é destruir a marinha iraniana, os mísseis balísticos e a infraestrutura de defesa, além de impedir o Irã de obter arma nuclear.

O secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que o fim da operação pode não significar que o Irã continue a ditar as condições do estreito, enfatizando que o mundo seria amplamente impactado caso o controle permaneça com Teerã.

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