- Trump disse que aliados devem tomar o Estreito de Ormuz para ter acesso ao petróleo e que a passagem seria reaberta automaticamente após a saída dos Estados Unidos da região.
- Em entrevista à CNN, o professor João Carlos Souto, da Universidade Federal Fluminense, afirmou que o presidente tem mostrado desdém com relação à OTAN e aos europeus.
- Souto mencionou que, cerca de dez dias atrás, Trump afirmou não precisar do apoio da Inglaterra porque a guerra já estaria vencida.
- O professor destacou que o Irã adota estratégia de prejudicar aliados e interesses americanos, considerando o calendário eleitoral dos Estados Unidos.
- Também foi citado que o Irã pode ampliar ataques a alvos fora de seus aliados e que há dificuldades em identificar quem representa o país em foros internacionais.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que países aliados teriam de tomar o Estreito de Ormuz para manter acesso ao petróleo, e que a passagem seria reaberta automaticamente após a saída dos EUA. A visão foi discutida por João Carlos Souto, professor da UFF, em entrevista à CNN.
Souto disse que Trump demonstra desdém pela aliança com a Otan e por países europeus. Segundo ele, a impaciência do presidente não se limita ao conflito atual, atingindo o Reino Unido e a França em diferentes ocasiões.
O professor destacou que, há cerca de dez dias, Trump declarou não precisar do apoio da Inglaterra, alegando vitória na guerra, e apontou que o maior exército do mundo conseguiria resolver o conflito originado em 28 de fevereiro.
Estratégia iraniana e impactos econômicos
Souto avalia que o Irã tem adotado uma estratégia que impõe prejuízos aos aliados e aos interesses dos EUA na região. O regime observa o calendário eleitoral americano, com eleições de meio de mandato a oito meses.
Entre os pontos, o analista aponta o impacto econômico sobre o bolso do consumidor americano, com a gasolina subindo de 2,98 para 4,02 dólares em média. O aumento alimenta a recuperação de popularidade de Trump entre eleitores.
O Irã também ampliaria seus alvos, mirando aliados dos EUA e sugerindo possíveis ataques a empresas norte-americanas na região. A estratégia busca pressionar a Casa Branca a buscar solução para o conflito.
Souto acrescenta ainda que é difícil identificar quem realmente representa o Irã em foros internacionais, dada a complexidade institucional do país e a ausência de um único porta-voz reconhecido.
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