- Zelensky propôs um cessar-fogo para a Páscoa durante discurso a ministros das Relações Exteriores da União Europeia e pediu uma posição da Rússia.
- A proposta será levada à mesa de negociações com os Estados Unidos; o presidente afirmou que aguarda apoio americano e que são necessários resultados.
- O ucraniano lembrou o massacre de Bucha para enfatizar a segurança europeia e pediu atualização urgente do programa Safe para defesa europeia.
- Disse que a Europa deve produzir não apenas o que sabe, mas o que funciona na guerra de hoje, destacando a experiência da Ucrânia.
- Mesmo aberto ao diálogo, criticou a atuação russa no Oriente Médio, argumentando que guerras na região ajudam a intensificar o conflito na Europa, e defendeu a adesão da Ucrânia à União Europeia.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, propôs nesta terça-feira um cessar-fogo para o feriado de Páscoa durante reunião com ministros das Relações Exteriores da União Europeia. A ideia é alinhavar uma trégua e aguardar resposta da Rússia, com apoio esperado dos EUA.
A proposta será levada às negociações com Washington. Zelensky disse que espera apoio dos Estados Unidos e solicitou resposta de Moscou, afirmando que resultados são necessários para todos os lados envolvidos.
Proposta de cessar-fogo para a Páscoa
Durante o discurso, o presidente lembrou o massacre de civis em Bucha, em 2022, para enfatizar a necessidade de maior segurança na Europa. Ele afirmou que a Europa não pode deixar as ameaças responderem sozinhas.
Zelensky defendeu atualização urgente de programas de defesa da União Europeia, incluindo o Safe, para que a produção militar seja moderna e eficaz na atual realidade de campo, citando a experiência ucraniana.
Contexto estratégico da Rússia
O presidente criticou a atuação russa no Oriente Médio, alegando que Moscou busca prolongar conflitos para facilitar agressões na Europa. Ele citou conflitos entre Israel e Hamas e a influência do Irã na região.
Segundo Zelensky, a Ucrânia recebeu apoio de exilados iranianos e de opositores ao regime de Teerã, o que, segundo ele, contribui para o equilíbrio regional diante de ameaças.
Defesa europeia e entrada na UE
O chefe de Estado destacou que o fim dos conflitos não pode deixar a Rússia em posição vantajosa politicamente ou tecnicamente. A Ucrânia, acrescentou, atua como âncora de segurança para o continente.
Ele ressaltou que o país exporta know-how militar a aliados do Golfo Pérsico e defendeu a aceleração do processo de adesão à União Europeia, argumentando que a entrada fortalece a segurança europeia.
Zelensky concluiu que a adesão da Ucrânia à UE representa garantia de segurança para ambos os lados, enfatizando o papel do país no equilíbrio estratégico da região.
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