- Pelo menos sete pessoas morreram em dois ataques a Beirut, com cinco mortos no bairro Jnah e dois em Khaldeh, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
- O Exército de Israel afirmou ter atingido um “comandante sênior do Hezbollah” e outro membro do grupo em ataques na região de Beirut.
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país pretende ocupar uma faixa do sul do Líbano até o rio Litani, ao fim da operação.
- No sul do Líbano, novas ofensivas deixaram mortes e dezenas de feridos; o Hezbollah disse ter lançado foguetes contra soldados perto da fronteira.
- A situação envolve a ONU, com morte de três peacekeepers indonésios e investigações em curso; Israel nega envolvimento direto em um dos episódios.
O ataque israelense atingiu Beirute durante a madrugada, ceifando pelo menos sete vidas em duas ações distintas. O exército de Israel afirmou ter atingido um “comandante sênior do Hezbollah” e outro integrante do grupo no entorno da capital libanesa. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, indicou planos de ocupar parte do sul do Líbano ao fim da operação.
Na área de Jnah, no sul de Beirute, a força aérea matou pelo menos cinco pessoas e deixou 21 feridos, conforme o Ministério da Saúde do Líbano. Uma fonte de segurança local informou que quatro carros estacionados foram atingidos. Em Khaldeh, ao sul da capital, outro ataque matou dois civis e deixou três feridos, segundo o mesmo Ministério.
Em território libanês do sul, as ofensivas também deixaram ao menos oito mortos e mais de 30 feridos, segundo balanço da saúde. O conflito envolve combates com combatentes do Hezbollah, que afirmou ter lançado ataques com foguetes contra unidades militares no norte de Israel na noite anterior.
Declaração de ocupação e resposta regional
Katz afirmou que a meta é estabelecer uma zona de segurança até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira. O retorno de centenas de milhares de deslocados seria inviabilizado até a garantia de segurança do norte de Israel, segundo o ministro. O Defence Minister do Líbano criticou as declarações, qualificando-as como uma escalada de agressão com potencial ocupante.
No cenário internacional, autoridades e analistas ressaltam a gravidade da escalada. O governo canadense classificou a atuação de Israel como invasão ilegal que compromete soberania. O conflito já deixou mais de 1.200 mortos e deslocou mais de um milhão de pessoas desde o início das hostilidades em março.
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