- Cerca de 20% da população libanesa, mais de 1 milhão de pessoas, foram deslocadas desde o início de março, vivendo em abrigos, barracas, casas de parentes ou carros.
- Os bombardeios israelenses concentram-se no sul do Líbano, com impactos que se espalham por Beirute e dificultam o acesso de ajuda humanitária; pontes sobre o rio Litani foram bombardeadas.
- O balanço já soma 1.318 mortes e quase 4.000 feridos.
- O Acnur alerta para a catástrofe humanitária e muitos deslocados enfrentam crise de saúde mental, com ansiedade, depressão e hipervigilância.
- O governo israelense afirma manter ocupação no sul como zona de amortecimento, dificultando o retorno dos deslocados.
O Líbano vive uma catástrofe humanitária após a escalada de ataques israelenses. Cerca de 20% da população, cerca de 6 milhões, foi forçada a deixar casa, em menos de um mês. Deslocamento ocorreu em meio a bombardeios contínuos, principalmente no sul do país.
Mais de 1 milhão de libaneses já deixou a região afetada. Muitas pessoas buscaram refúgio em Beirute, que enfrenta superlotação e corte de energia. Pontes no sul foram atingidas, dificultando a circulação de ajuda humanitária e de deslocados.
Atividade militar aumentou o risco de voltarem para casas danificadas. Bombardeios atingiram áreas de concentração do Hezbollah e áreas civis, ampliando deslocamentos dentro do país. A população enfrenta incerteza sobre retorno.
Causas e contexto
Batalha entre Israel e grupos alinhados ao Irã elevou a escalada no território. A ofensiva israelense foi respondida com foguetes lançados a partir do norte de Israel. O bombardeio afeta também Beirute, ampliando a pressão sobre serviços públicos.
Impacto humano e saúde mental
Aproximadamente 1.318 pessoas morreram e quase 4.000 ficaram feridas. Serviços médicos enfrentam dificuldade de atendimento devido à deslocação de pacientes e interrupção de suprimentos.
Deslocados apresentam transtornos de ansiedade, depressão e hipervigilância. Crianças mostram sinais de regressão psicológica, como regressos de comportamento e retraimento social.
Resposta humanitária
Atrasos na entrega de ajuda e a dificuldade de acesso agravam a crise. Organizações humanitárias solicitam passagem segura para comunidades vulneráveis e para a entrega regular de medicamentos. As autoridades enfrentam desafio logístico em meio a combates.
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