- O governo dos Estados Unidos afirmou que vai reexaminar a relação com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) após a resistência de aliados europeus em apoiar a guerra entre EUA e Israel no Irã.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, disse, em entrevista, que após o fim do conflito será preciso reavaliar o valor da NATO para os EUA e a relação com a aliança.
- Líderes da União Europeia afirmaram que vão ajudar no Estreito de Ormuz apenas após o término da fase mais quente do conflito, mantendo a NATO como defesa.
- Alguns países europeus bloquearam ou restringiram o uso de seus espaços aéreos e bases para operações militares ligadas ao Irã, e a Polônia negou redeploy de sistemas Patriot para o Golfo.
- Enquanto isso, o presidente Donald Trump fez declarações contraditórias sobre deixar a NATO, dizendo ser considerado, mas mais tarde afirmou que não está sob consideração, em meio a discussões sobre uma possível coalizão para reabrir o estreito.
O governo dos Estados Unidos sinalizou que vai reavaliar a relação com a OTAN após críticas aos aliados europeus pela posição no conflito com o Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o país precisa reconsiderar o valor da aliança após a recusa de alguns membros em apoiar a ação EUA-Israel no Irã. As declarações foram feitas em meio a ocepções de usabilidade de bases no continente europeu para operações militares.
Segundo Rubio, a avaliação deverá ocorrer ao fim do conflito, com foco na utilidade da OTAN para defender interesses dos EUA. O diplomata enfatizou que bases norte-americanas na Europa já permitiram projeção de poder e operações conjuntas, mas que esse arranjo pode ser questionado se o acesso for restringido. Países europeus têm limitadosamente autorizado ataques a partir de solos de seus territórios.
O tom de cautela vem em meio a declarações de líderes europeus que resistem à participação direta na guerra contra o Irã. Em uma resposta ao vácuo de apoio, ministros de Relações Exteriores do G7 falaram em assistência ao estreito de Hormuz após a fase mais aguda do conflito, sugerindo inclusive uma missão sob liderança da ONU. A ideia é similar à iniciativa do Mar Negro que facilitou exportação de grãos.
Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump emitiu mensagens contraditórias sobre a permanência dos EUA na OTAN. Em entrevistas e redes sociais, ele sugeriu a retirada, chamando a aliança de “papagaio de papel”, mas depois afirmou que a saída está fora de cogitação. O presidente também ressaltou que a OTAN não o convenceu de forma permanente.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, defendeu a OTAN como a mais eficaz aliança militar já vista, reforçando o compromisso do Reino Unido com o bloco. Em paralelo, a Espanha informou que não autorizará aeronaves norte-americanas envolvidas no conflito a usar seu espaço aéreo, limitando operações à assistência humanitária.
Polônia também comunicou resistência a redeployar sistemas de defesa Patriot para o Golfo, destacando que as baterias protegem o espaço aéreo patrio e a任 linha leste da aliança. A postura dos países europeus intensifica debates sobre custos e responsabilidades na cooperação transatlântica.
O debate ocorre em meio a relatos de escassez de estoques militares dos EUA, pressionando Washington a buscar apoio adicional de parceiros europeus para garantir a segurança no estreito de Hormuz. O estreito movimenta cerca de 20% do petróleo mundial, com interrupções que afetam mercados globais de energia.
Sobre a estratégia futura, Rubio sugeriu que a Europa pode ter implicações mais amplas para a cooperação transatlântica, especialmente se a OTAN não assegurar condições de defesa dos EUA. Assuntos de alocação de bases e de acesso logístico permanecem como pontos centrais do diálogo entre Washington e seus aliados.
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