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Garantir urânio enriquecido do Irã pode ser arriscado, dizem especialistas

Operação terrestre para apreender urânio iraniano seria complexa e de alto risco, podendo expor tropas a ataques, radiação e riscos químicos

FILE - This satellite image provided by Vantor shows the Natanz nuclear complex in Iran on March 7, 2026, with no new damage seen at the facility or the tunnels.
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  • EUA poderia usar tropas em terra para recuperar o material de urânio enriquecido da mudança iraniana, operação considerada complexa, arriscada e demorada, com riscos de radiação e químicos.
  • Irã tem cerca de 441 quilos de urânio enriquecido até 60%, nível próximo ao necessário para armas nucleares; a IAEA afirma que isso poderia permitir a construção de até dez bombas, se o país decidir weaponizar.
  • Inspeções da IAEA não ocorrem desde junho de 2025, dificultando saber exatamente onde o material está; a agência aponta que cerca de 200 quilos podem estar em túneis perto de Isfahan.
  • Canisters de hexafluoreto de urânio (aproximadamente 50 quilos cada) apresentam riscos de fluor e radiação se perfurados; seria preciso teladas de proteção e espaço entre as unidades para evitar reações nucleares descontroladas.
  • Especialistas alertam que uma operação terrestre para garantir o material seria de alto risco e exigir grande contingente, apoio logístico e cooperação com especialistas nucleares; a melhor opção seria um acordo para remover o material, com participação da IAEA em um cenário negociado.

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de enviar tropas para buscar o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, segundo fontes de Washington. Analistas, especialistas e ex-funcionários já apontaram que uma operação desse tipo seria complexa, arriscada e demorada, com riscos de radiação e químicos.

O material, com cerca de 441 kg de urânio enriquecido até 60%, permanece não verificado pela AIEA desde junho de 2025, dificultando a localização exata. A agência aponta potencial para até 10 bombas, caso o Irã decida militarizar o programa.

O Irã afirma que suas instalações são apenas pacíficas, mas a dúvida sobre as quantidades residuais persiste. O local com maior indícios de estoque fica próximo a Isfahan, com outros volumes em Natanz e Fordow, conforme a AIEA.

Riscos de radiação e manuseio

Especialistas alertam que o formato gasoso do urânio hexafluoreto, armazenado em galões, oferece risco significativo caso haja danos. Se liberado, pode haver toxicidade por fluor, exigindo equipamentos de proteção para quem chegar às cavernas subterrâneas.

Desafios operacionais para forças terrestres

Ex-senhora do Exército dos EUA sustenta que uma operação terrestre, para Isfahan, Natanz e Fordow, exigiria centenas ou milhares de militares, além de apoio logístico com helicópteros, escavadeiras e eventual pista de aterrissagem. O objetivo seria localizar, separar e extrair o material com especialistas nucleares ao lado.

Saída negociada ainda considerada

Alguns especialistas defendem que a remoção mediante acordo com o governo iraniano seria a opção mais segura, citando precedentes como o Projeto Sapphire, de 1994. A participação de inspetores da AIEA também foi mencionada como possibilidade em cenário de negociação.

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