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Guerra contra o Irã deve durar mais de duas semanas, diz especialista

Especialista afirma que vencer o Irã exige mais de duas semanas, diante da resistência iraniana que surpreende EUA e alonga o cronograma de ações

Trump disse que as tropas dos EUA devem deixar o território iraniano em até três semanas
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  • O presidente dos Estados Unidos disse que as tropas americanas deveriam deixar o território iraniano em até três semanas.
  • O especialista Ricardo Cabral afirmou que os objetivos dos EUA exigiriam um prazo maior para serem cumpridos.
  • Cabral aponta que há pressão para seguir com operações até desgastar a capacidade de ataque do Irã, que, segundo ele, mostrou maior resiliência do que o esperado.
  • O especialista diz que ataques aéreos intensos seriam necessários para prejudicar a capacidade iraniana de atuar na região, incluindo a rota pelo estreito de Ormuz, o que levaria mais de duas semanas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que as tropas americanas devem deixar o território iraniano em até três semanas. A declaração ocorre em meio a avaliações sobre o andamento das operações no confronto com o Irã.

Para o especialista em segurança Ricardo Cabral, os objetivos norte-americanos exigem prazo maior para serem alcançados. Ele aponta que há pressão para manter ações até desgastar a capacidade ofensiva do Irã, ainda que este tenha mostrado resiliência maior do esperado.

Cabral ressalta que o desfecho do conflito envolve questões estratégicas complexas, inclusive o controle de vias de passagem e o estreito de Ormuz. Segundo ele, medidas rápidas podem falhar em desobstruir o canal, que é crucial para o tráfego de petróleo mundial.

Segundo a análise, abrir o estreito de Ormuz exigiria tempo adicional, inviabilizando soluções rápidas com paraquedistas ou fuzileiros. O especialista aponta que ações de bombardeio aéreo extensivo seriam necessárias para degradar capacidades iranianas.

A ideia de uma operação para tomar ilhas estratégicas envolve etapas subsequentes, como implantação de defesas aéreas e anti-navio. O roteiro descrito por Cabral sugere que a conclusão de tais ações levaria mais de duas semanas, sob planos que priorizam o acúmulo de pressão militar.

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