- Japão e França vão coordenar pressão pelo fim da guerra contra o Irã e buscar a reabertura do Estreito de Ormuz para navios petroleiros.
- Acordo foi firmado após reunião em Tóquio entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o presidente Emmanuel Macron, que destacaram cooperação em segurança e indústria.
- O estreito movimenta cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta; a não reabertura pode provocar escassez de combustíveis.
- O Japão já utiliza reservas estratégicas para mitigar impactos econômicos, mantendo importação de cerca de 90% do petróleo do Oriente Médio.
- França e Japão vão aprofundar laços no Indo-Pacífico; assinaram acordos de cooperação em cadeias de suprimentos de minerais essenciais, tecnologia nuclear civil e inteligência artificial, com o Japão podendo enviar varredores de minas.
O Japão e a França anunciaram, nesta quarta-feira, a coordenação estreita de esforços para pressionar pelo fim da guerra contra o Irã e para buscar a reabertura do Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo. A decisão foi tomada em reunião entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o presidente Emmanuel Macron, em Tóquio.
A dupla líder enfatizou a necessidade de fortalecer cooperação em segurança e tecnologia, diante do cenário regional desafiador. Takaichi destacou a importância de aprofundar laços bilaterais e de ampliar a cooperação entre os dois países.
Com o conflito no Oriente Médio na quinta semana, o Estreito de Ormuz continua sob tensões. O canal responde por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito, o que coloca pressão sobre o abastecimento e os preços globais de energia.
O Japão, que importa grande parte de seu petróleo do Oriente Médio, já recorreu a reservas estratégicas para mitigar impactos econômicos. Macron afirmou concordar com a necessidade de restabelecer a liberdade de navegação na região.
A França mantém diálogos com várias nações para sustentar uma missão de reabertura da hidrovia após o fim do conflito. O Japão mencionou a possibilidade de envio de varredores de minas, ainda que com limitações impostas pela constituição pacifista.
Entre os acordos firmados, Takaichi e Macron anunciaram planos para ampliar a cooperação em segurança no Indo-Pacífico e assinaram entendimentos sobre cadeias de suprimento de minerais essenciais, tecnologia nuclear civil e inteligência artificial.
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