- O Japão instalou, na província de Kumamoto, seu primeiro pacote de mísseis de longo alcance em um quartél na terceira-feira.
- Os mísseis são uma versão modernizada do Tipo‑12 e podem percorrer até 1.000 quilômetros, alcançando Xangai.
- Os equipamentos foram desenvolvidos e produzidos pela Mitsubishi Heavy Industries.
- Além de Kumamoto, o Japão instalou um sistema de defesa de ilhas na província de Shizuoka.
- As relações entre Japão e China estão tensas desde novembro de 2025, após declarações da primeira-ministra sobre Taiwan; a China classifica os mísseis como fora do escopo da autodefesa e pediu vigilância da comunidade internacional.
Na terça-feira, 31 de março de 2026, o Japão instalou seu primeiro lote de mísseis de longo alcance em Kumamoto, no sudoeste do país. Os equipamentos, posicionados em um quartel, integram um sistema de defesa voltado para o Mar da China Oriental, próximo à costa chinesa.
Os mísseis representam uma versão modernizada do modelo Tipo-12 e têm alcance de cerca de 1.000 km, o que os torna capazes de alcançar Xangai, centro econômico da China. A produção e o desenvolvimento ficaram a cargo da Mitsubishi Heavy Industries.
Além de Kumamoto, o Japão instalou ainda um sistema de defesa de ilhas na província de Shizuoka, a oeste de Tóquio. As medidas ocorrem em meio a um cenário de tensões com a China, que tem agravado as vínculos diplomáticos entre os dois países desde novembro de 2025.
Repercussões internacionais foram discutidas na quarta-feira, quando a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China ressaltou que os mísseis extrapolam o âmbito da autodefesa e representam preocupação global, citando um distúrbio na estabilidade regional.
O governo chinês classificou as ações japonesas como um sinal de postura ofensiva e de militarização, destacando a necessidade de vigilância internacional. Fontes próximas indicam que o tema deve continuar no radar diplomático nas próximas semanas.
A iniciativa japonesa visa fortalecer a dissuasão e a capacidade de resposta do país, segundo o Ministério da Defesa, que afirma ter adotado as medidas diante do ambiente de segurança mais complexo desde o pós-guerra.
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