- Léocadie Reimers, aos 24 anos, optou pelo serviço militar na Bundeswehr em vez de tirar um ano sabático, buscando experiência e contribuição para a sociedade.
- O treinamento incluiu manejo de armas, aprendido como uma ferramenta profissional em processo gradual de adaptação.
- Após deixar a Bundeswehr, ela ingressou na reserva, atuou na Ucrânia com a Missão Siret e decidiu seguir carreira no setor de defesa.
- Desde novembro do ano passado, trabalha na ARX Robotics, empresa bávara que desenvolve sistemas terrestres autônomos e software para detectar e counter drones, com foco na soberania europeia.
- Reimers defende combinar serviço militar e atuação no setor civil de defesa, destacando a importância de mais mulheres no setor e de ouvir o usuário final no desenvolvimento de tecnologias.
Léocadie Reimers, 24 anos, acumula uma experiência incomum para o mercado de defesa europeu: mistura serviço militar com atuação no setor privado. Sua trajetória evidencia uma geração que repensa segurança na Europa. Ela integrou a Bundeswehr em vez de tirar um ano sabático após a escola e viu no militarismo uma oportunidade de convivência e aprendizado com pessoas de diferentes origens.
Durante o período de treinamento, Reimers diz ter aprendido com disciplina, camaradagem e o manejo de armas, de forma gradual e profissional. O foco, segundo ela, não era apenas a prática, mas entender o sistema e o uso das ferramentas de defesa de forma responsável.
Da vida militar à indústria de defesa
Ela deixou a Bundeswehr, manteve-se reservista e passou a atuar em atividades humanitárias na Ucrânia, com a iniciativa Mission Siret para entregar ajuda. Essa experiência moldou a decisão de trabalhar no setor de defesa com o objetivo de defender a segurança europeia e a democracia.
Desde novembro do ano passado, a jovem trabalha na ARX Robotics, empresa sediada na Baviera. A companhia desenvolve sistemas terrestres autônomos e software de detecção de drones, com foco em soberania europeia e cooperação com parceiros da NATO.
Entre o uniforme e o terno
Para Reimers, a combinação de serviço militar e atuação privada é a essência do novo modelo de defesa. Ações com veteranos e profissionais do setor ajudam a adaptar tecnologias às necessidades reais do campo de batalha e de missões civis, como resposta a desastres.
A ARX Robotics afirma que seus sistemas são orientados ao usuário final, com participação constante de militares durante o desenvolvimento. Assim, as inovações buscam atender às demandas operacionais reais.
Drones, IA e o papel humano
O uso crescente de drones e IA na defesa não substitui soldados, segundo a executiva. A abordagem visa proteger pessoas, reduzir riscos e acelerar decisões com informações mais precisas, mantendo a supervisão humana.
Em um contexto europeu, Reimers destaca a importância de manter limites éticos e legais. A empresa mantém vínculos com a UE e a OTAN, reforçando o foco em cooperação internacional.
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