- A Rússia pediu o fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, considerado por Moscou uma violação de soberania, em declaração da porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
- Zakharova afirmou que a ONU já tratou do tema diversas vezes e que não se trata de um pedido, e sim de uma exigência para encerrar o bloqueio, referindo-se à escassez de bens, medicamentos, alimentos e combustível em Cuba.
- A Rússia reiterou ter Cuba como amiga e parceira na região do Caribe, garantindo solidariedade ao governo e ao povo cubanos.
- Cuba enfrenta uma crise agravada pelo bloqueio, com forte dependência de petróleo para geração de energia.
- Os Estados Unidos interromperam o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba no início de janeiro e posteriormente ameaçaram tarifas a outros exportadores, alegando que Havana representa uma ameaça por alianças com países hostis e capacidades militares e de inteligência.
- Fonte: Reuters.
A Rússia manifestou solidariedade a Cuba e pediu que os Estados Unidos suspendam o bloqueio imposto a Cuba, considerado por Moscou como violação a um Estado soberano e independente. A declaração ocorreu nesta quarta-feira 1º, feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.
Segundo a Chancelaria russa, a resolução da Assembleia Geral da ONU já aponta a necessidade de agir, e o tema já foi discutido repetidamente em instâncias internacionais. A representante ressaltou que o embargo agrava a escassez de bens essenciais, como medicamentos, alimentos e combustível, na ilha caribenha.
Cuba é descrita pela Rússia como amiga e parceira na região do Caribe, com a Rússia reiterando sua solidariedade ao governo e ao povo cubanos. A declaração ocorre em meio à crise causada pela interrupção do fornecimento de petróleo, impacto agravado pela retirada de petróleo venezuelano pelos EUA.
Contexto regional e consequências
Os Estados Unidos interromperam o fornecimento de petróleo da Venezuela para Cuba após ações relacionadas à captura de Nicolás Maduro no início de janeiro. Mais tarde, Washington sinalizou a possibilidade de impor tarifas a outros fornecedores que atendem Cuba, alegando que Havana representa uma ameaça por ter alianças com países hostis e por abrigar capacidades militares e de inteligência.
A Rússia, ao reiterar seu respaldo, reafirmou que a crise cubana está vinculada às políticas econômicas dos EUA e às consequências sobre o abastecimento energético da ilha. A evolução do tema ainda depende de próximos posicionamentos internacionais e de decisões sobre o embargo.
Fonte: Reuters
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