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Shoppings fecham na Cisjordânia em greve geral contra lei de pena de morte

Lojas fechadas na Cisjordânia em greve geral contra lei israelense que prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques

Palestinians protest Israeli parliament's approval of the death penalty for Palestinians convicted of murdering Israelis in Nablus, West Bank, 31 March, 2026
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  • Shoppers e instituições públicas foram fechados na Cisjordânia nesta quarta-feira em protesto contra uma nova lei israelense que prevê a execução de palestinos condenados por ataques mortais.
  • A legislação foi aprovada pela Knesset no início da semana; em Hebrom, Ramallah e Nablus, a maioria das lojas permaneceu fechada após chamada de greve geral da Fatah.
  • A lei estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos julgados em tribunais militares por ataques considerados “terroristas”, criando, na prática, um caminho legal mais rígido para palestinos.
  • Em Israel, tribunais civis podem aplicar morte ou prisão perpétua para quem cometeu homicídio intencional; a lei não é retroativa, mas críticos apontam desigualdade no tratamento entre palestinos e israelis.
  • Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967; os confrontos aumentaram após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 e a ofensiva em Gaza, que deixou milhares de mortos.

O restante da notícia em PT-BR segue:

Oposição a uma nova lei de Israel tumultuou o território ocupado na quarta-feira, com lojas e instituições públicas da Cisjordânia fechando em protesto. A lei permite a execução de palestinianos condenados por ataques fatais, mas não aplica o mesmo critério a israelenses.

Em Hebron, Ramallah e Nablus, a maioria das lojas permaneceu fechada após o chamado da liderança da Fatah, ligada à Autoridade Palestina, para uma greve geral. Shoppings inteiros e o principal mercado de Ramallah ficaram fechados.

Segundo relatos, a universidade Al-Quds — como outras instituições palestinas — também suspendeu atividades. Estudante de 24 anos descreveu a medida como absurda e injusta, citando indignação entre estudantes.

A deputada israelense descreveu a lei como desumana e racista, destacando que a norma cria um regime distinto para palestinianos, que são julgados nos tribunais militares. Críticos apontam desigualdades entre os sistemas jurídico.

O texto, aprovado pelo Knesset no início da semana, estabelece a morte como pena padrão para ataques mortais classificados como terrorismo, quando o réu for palestiniano. A aplicação retroativa não está prevista, conforme a legislação.

Historicamente, Israel utiliza a pena de morte com pouca frequência, tendo praticado a última execução em 1962, de Adolf Eichmann. A ocupação da Cisjordânia permanece desde 1967, com violência aumentando após ataques de 7 de outubro de 2023 e a ofensiva subsequente em Gaza.

Observadores afirmam que a mobilização busca dar visibilidade internacional às críticas sobre o regime judicial aplicado aos palestinianos, ressaltando o desnível entre sistemas legais usados na região.

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