- Shoppers e instituições públicas foram fechados na Cisjordânia nesta quarta-feira em protesto contra uma nova lei israelense que prevê a execução de palestinos condenados por ataques mortais.
- A legislação foi aprovada pela Knesset no início da semana; em Hebrom, Ramallah e Nablus, a maioria das lojas permaneceu fechada após chamada de greve geral da Fatah.
- A lei estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos julgados em tribunais militares por ataques considerados “terroristas”, criando, na prática, um caminho legal mais rígido para palestinos.
- Em Israel, tribunais civis podem aplicar morte ou prisão perpétua para quem cometeu homicídio intencional; a lei não é retroativa, mas críticos apontam desigualdade no tratamento entre palestinos e israelis.
- Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967; os confrontos aumentaram após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 e a ofensiva em Gaza, que deixou milhares de mortos.
O restante da notícia em PT-BR segue:
Oposição a uma nova lei de Israel tumultuou o território ocupado na quarta-feira, com lojas e instituições públicas da Cisjordânia fechando em protesto. A lei permite a execução de palestinianos condenados por ataques fatais, mas não aplica o mesmo critério a israelenses.
Em Hebron, Ramallah e Nablus, a maioria das lojas permaneceu fechada após o chamado da liderança da Fatah, ligada à Autoridade Palestina, para uma greve geral. Shoppings inteiros e o principal mercado de Ramallah ficaram fechados.
Segundo relatos, a universidade Al-Quds — como outras instituições palestinas — também suspendeu atividades. Estudante de 24 anos descreveu a medida como absurda e injusta, citando indignação entre estudantes.
A deputada israelense descreveu a lei como desumana e racista, destacando que a norma cria um regime distinto para palestinianos, que são julgados nos tribunais militares. Críticos apontam desigualdades entre os sistemas jurídico.
O texto, aprovado pelo Knesset no início da semana, estabelece a morte como pena padrão para ataques mortais classificados como terrorismo, quando o réu for palestiniano. A aplicação retroativa não está prevista, conforme a legislação.
Historicamente, Israel utiliza a pena de morte com pouca frequência, tendo praticado a última execução em 1962, de Adolf Eichmann. A ocupação da Cisjordânia permanece desde 1967, com violência aumentando após ataques de 7 de outubro de 2023 e a ofensiva subsequente em Gaza.
Observadores afirmam que a mobilização busca dar visibilidade internacional às críticas sobre o regime judicial aplicado aos palestinianos, ressaltando o desnível entre sistemas legais usados na região.
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