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Trump avalia retirar os EUA da OTAN, rotulada como ‘tigre de papel’

Trump avalia romper com a Otan, chamando-a de “paper tiger”, enquanto o Reino Unido planeja encontro com 35 países para discutir o Estreito de Hormuz

Flags flap in the wind outside NATO headquarters in Brussels, 19 January, 2026
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  • Donald Trump afirmou, em entrevista ao The Telegraph, que avalia a saída dos EUA da Otan, chamando a aliança de “paper tiger” (tigre de papel).
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que, após o conflito, será preciso reexaminar a relação dos EUA com a Otan e o valor da aliança para o país.
  • Países europeus restringiram o uso de bases americanas; Itália negou decolagem de uma aeronave dos EUA e Espanha fechou espaço aéreo para voos militares.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido sediará reunião de cerca de 35 países para discutir a reabertura do estreito de Hormuz; a chefe da diplomacia britânica, Yvette Cooper, ficará responsável pelas discussões.
  • O estreito de Hormuz tem sido praticamente fechado pelo Irã desde o início do conflito na região, impactando o comércio de petróleo e gás e elevando os preços globais.

Donald Trump afirmou, em entrevista publicada nesta quarta-feira, que avalia a retirada dos EUA da OTAN, classificando a aliança de “tigre de papel” e destacando que não foi convencido a apoiar a presença militar europeia.

O presidente também disse que não pressionou fortemente pela força naval para reabrir o Estreito de Hormuz, linha de passagem estratégica para o petróleo, que continua fechada pelo Irã desde o início do conflito na região.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, adicionou que é necessário reavaliar o papel da OTAN após o atual conflito, sugerindo que a aliança pode perder valor para os EUA se não permitir o uso de bases no exterior.

Reavaliação da OTAN

Rubio afirmou que a relação com a aliança deve ser reconsiderada após o combate, destacando que bases europeias haviam permitido projeção de poder americano em várias regiões.

O senador lembrou que já foi um defensor da OTAN, mas questionou se a aliança ainda serve aos interesses dos EUA quando não é possível usar as bases para defesa.

Diplomacia e ações na região

Nesta semana, países europeus mostraram resistência a operações militares americanas, com a Itália negando decolagens de aeronaves e a Espanha fechando parte de seu espaço aéreo a aviões dos EUA.

Enquanto isso, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a OTAN como aliança essencial e anunciou uma reunião de cerca de 35 países para discutir a reabertura do Estreito de Hormuz.

Planejamento e próximos passos

Britânia coordenará as discussões por meio da secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, sem data confirmada, segundo Starmer. O objetivo é avaliar medidas diplomáticas para garantir a liberdade de navegação.

A reunião pretende reunir nações que já assinaram um documento que sinaliza contribuição para manter a passagem segura pelo Estreito, hoje crucial para o abastecimento global de petróleo e gás.

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