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Após um mês de guerra, premiê libanês diz que não há fim à vista

Primeiro-ministro do Líbano diz que não há fim à vista para a guerra, que já deixou mais de 1.300 mortos e cerca de um milhão deslocados

Casa destruída por ataque israelense em Houmine El Tahta, Líbano 1º de abril de 2026 REUTERS/Yara Nardi
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  • O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que não há perspectiva de fim para a guerra, que já deslocou cerca de um milhão de libaneses no último mês.
  • O conflito entre Hezbollah e Israel já deixou mais de 1.300 mortos e provocou deslocamento de mais de um milhão de pessoas no país.
  • Israel prometeu ocupar áreas do sul do Líbano, apontando planos de zonas-tampão e manutenção de presença em pontos estratégicos no território.
  • O governo libanês pretende intensificar esforços diplomáticos para encerrar o conflito; o presidente Joseph Aoun não respondeu ao pedido de negociações diretas com Israel.
  • Mesmo com um cessar-fogo anterior, ataques continuam; o Hezbollah atacou em solidariedade ao Irã em 2 de março, e Israel mantém ofensivas aéreas e terrestres.

O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam afirmou nesta quinta-feira (2) que não há previsão de término para a guerra que já deslocou cerca de um milhão de libaneses no último mês. A declaração foi feita após reunião do gabinete.

Salam descreveu o conflito entre o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e Israel, como uma guerra cujos resultados e data de término são incertos. As ações de Israel apontam para objetivos de longo prazo, segundo o premiê.

O Líbano entrou no segundo mês do confronto, com Israel prometendo ocupar áreas do sul do país para criar uma zona de segurança. O país tem enfrentado ataques coordenados e uma intensa campanha aérea e terrestre.

Desdobramentos regionais

O premiê afirmou que o governo vai intensificar esforços diplomáticos para encerrar o conflito. O presidente libanês Joseph Aoun ainda não respondeu a pedidos de negociações diretas com Israel.

Israel mantém operações no sul do Líbano mesmo após o cessar-fogo de 2024 e concentra tropas em pontos estratégicos. A ofensiva foi intensificada após ataques do Hezbollah em 2 de março, em resposta a ações contra o Irã.

Mais de 1.300 pessoas foram mortas nos ataques israelenses, e cerca de 20% da população libanesa sofreu deslocamento. Israel emitiu ordens de retirada que abrangem aproximadamente 15% do território.

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