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Áustria recusa pedidos dos EUA para sobrevoar território, citando neutralidade

Áustria nega sobrevoos militares dos EUA por neutralidade, destacando impacto nas relações com a Otan e críticas de Trump

FILE: A B2 Spirit stealth bomber taxies at Whiteman Air Force base Knob Noster, MO, 16 April 2009
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  • Áustria rejeitou pedidos de sobrevoo militar do seu território para operações relacionadas à guerra no Irã, mantendo a neutralidade desde 1955.
  • O coronel Michael Bauer, porta-voz do Ministério de Defesa, disse que as recusas ocorreram desde o início e que, quando envolve um país em guerra, o sobrevoo é negado.
  • Países vizinhos adotaram postura semelhante: Suíça também negou uso de seu espaço aéreo; Itália negou autorização de aterrissagem; Espanha ampliou banimento a aeronaves militares dos EUA.
  • O episódio ocorre enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, critica aliados europeus por não permitirem voos de militares norte-americanos; o governo francês disse que as críticas são pouco úteis.
  • As tensões atingem a OTAN, com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sugerindo reeExame da relação com a aliança; Macron afirmou que tais comentários minam a confiança na OTAN.

Austria mantém neutralidade e não autoriza sobrevoos militares dos EUA desde o início do conflito no Irã, informou um porta-voz do Ministério da Defesa na quinta-feira. Os pedidos são recusados sempre que envolvem um país em guerra, segundo o coronel Michael Bauer.

O país alpino, que desde 1955 adota neutralidade, fica cercado por vizinhos da OTAN no norte, sul e leste. A Suíça, também neutra, já havia recusado o uso de seu espaço aéreo em meados de março.

Repercussões e contextos

Donald Trump criticou aliados europeus por negar autorização para uso de seus espaços aéreos em operações ligadas ao conflito. França expressou surpresa com críticas, afirmando que a postura americana cria dúvidas sobre o compromisso com a OTAN.

Também houve desdobramentos com Itália e Espanha. A Itália negou autorização de aterrissagem a uma aeronave dos EUA em viagem ao Oriente Médio, e a Espanha ampliou proibições a voos militares norte-americanos, incluindo bases no país.

Reação europeia

O ministro espanhol das Relações Exteriores informou que Madrid bloquearia voos relacionados ao conflito para evitar escaladas. A posição reflete um sentimento público contrário à guerra e segue princípios da ONU, segundo autoridades espanholas.

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