- Em 28 de março, o prefeito de Toulouse, Jean-Luc Moudenc (Partido Republicano), foi reeleito com 53,17% dos votos, diante de François Piquemal, na disputa pela prefeitura.
- Piquemal pediu a anulação do voto e abriu uma ação criminal alegando interferência digital estrangeira; a equipe dele acusa sites falsos e contas nas redes de disseminarem desinformação para prejudicar o candidato, com alerta vindo da rede de coordenação eleitoral e proteção, que inclui a VIGINUM.
- Em março, o jornal Le Monde publicou campanha de difamação coordenada contra candidatos do France Insoumise, incluindo Piquemal, com sites e contas falsas veiculando acusações como pedofilia; a maior parte do conteúdo foi removida, e a VIGINUM afirmou que alcance foi limitado, embora medir o impacto seja complexo.
- No fim de semana de 22 de março houve novos incidentes: anúncios falsos de apoio ao France Insoumise surgiram em plataformas variadas – entre elas Vinted, Candy Crush, sites de apostas e o jornal La Dépêche du Midi – com mensagens racistas.
- Investigações estão em curso sobre quatro suspeitas de interferência digital estrangeira relacionadas às eleições municipais de 2026; há sinais de um novo modus operandi, e ainda não há suspeitos identificados nem claro se houve efeito mensurável sobre o resultado.
O candidato de esquerda François Piquemal pediu a anulação do voto e informou que vai recorrer à Justiça, alegando interferência estrangeira no pleito de Toulouse, realizado no fim de março. O resultado confirmou Jean-Luc Moudenc, da oposição conservadora, com 53,17% dos votos.
A defesa de Piquemal sustenta que websites falsos e contas em redes sociais disseminaram desinformação para atingir o candidato. A acusação aponta alerta da rede de coordenação e proteção das eleições e do observatório VIGINUM, responsável pela vigilância de interferência estrangeira.
O pleito em Toulouse ocorreu no segundo turno, em 28 de março, no qual Moudenc venceu o adversário de França Insubmissa. A campanha de Piquemal afirma ter identificado conteúdos difamatórios publicados durante o período de silêncio eleitoral.
Campanha de desinformação se amplia
Le Monde informou que houve uma campanha de difamação coordenada contra vários candidatos do France Insoumise, incluindo Piquemal. Conteúdos falsos foram veiculados em sites e redes sociais, chegando a postar alegações de pedofilia.
A equipe de campanha de Piquemal descreveu que as peças surgiram após envio de capturas por terceiros, tendo circulação estimada em poucas horas. A denúncia cita que o material apareceu durante o período proibido de campanha.
Durante o fim de semana do segundo turno, anúncios falsos em apoio ao France Insoumis surgiram em plataformas diversas, como marketplaces, jogos móveis, sites de apostas e veículos de imprensa regionais. As peças associavam mensagens ao slogan do candidato e a grupos ativistas, com traços racistas.
Investigação e próximos passos
A rede de coordenação e proteção das eleições informou que já identificou quatro episódios de possível interferência estrangeira ligados às eleições municipais de 2026. Técnicas envolvem ações coordenadas para danificar ou manipular a imagem pública de candidatos.
VIGINUM informou ter detectado um novo modus operandi informacional, com rede de sites e contas sociais exibindo sinais técnicos de origem estrangeira. Uma investigação segue para identificar os responsáveis e quantificar impactos no resultado eleitoral, ainda não determinado.
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