- Washington suspendeu sanções contra Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, conforme registro do Office of Foreign Assets Control no site do Tesouro dos EUA.
- A medida representa reconhecimento dos Estados Unidos à Rodríguez como autoridade legítima desde a remoção de Nicolás Maduro, cujas acusações de tráfico de drogas estão em Nova York.
- Rodízio afirmou que o passo busca a normalização e o fortalecimento das relações bilaterais, destacando a possibilidade de cooperação binacional com investidores norte-americanos.
- Em 2018, Rodríguez e o irmão, Jorge Rodríguez, já haviam sido incluídos na lista de sanções do Tesouro pelos EUA por suposta desestabilização da democracia venezuelana.
- O Tesouro dos EUA, em março, autorizou a venda direta de petróleo da estatal PDVSA para companhias americanas e mercados globais; Maduro continua formalmente como presidente.
O governo dos Estados Unidos suspendeu as sanções impostas a Delcy Rodríguez, atual chefe de Estado interina da Venezuela. A medida, publicada no site do Office of Foreign Assets Control, representa reconhecimento ao status de liderança de Rodríguez aos olhos de Washington.
A sanção reduzida facilita atuação de Rodríguez com empresas e investidores norte-americanos. O movimento ocorre em meio a um processo de normalização das relações bilaterais, após o cancelamento de sanções passadas contra o governo venezuelano.
Rodríguez e o irmão, Jorge Rodríguez, já tinham sido alvo de sanções dos EUA em 2018 pela suposta erosão da democracia venezuelana. O casal faz parte do círculo próximo a Nicolás Maduro.
Na prática, os EUA ampliam cooperação com a Venezuela, incluindo maior abertura ao capital privado e a arbitragem internacional. Em março, o Tesouro britanico autorizou a PDVSA a vender óleo a companhias norte-americanas, em linha com a flexibilização setorial.
Maduro permanece como presidente legal segundo o governo venezuelano. Em 3 de janeiro, uma operação com apoio da força de segurança venezuelana levou Maduro a ser removido para tribunal norte-americano, onde enfrenta acusações de tráfico de drogas.
Horas após o episódio, o tribunal supremo venezuelano, alinhado ao governo, declarou a ausência de Maduro como temporária, mantendo-o sob proteção jurídica internacional. Rodríguez foi designada para governar por até 90 dias, com possibilidade de extensão.
O período de 90 dias tem término previsto para sexta-feira, sujeitando-se a aprovação da Assembleia Nacional, hoje controlada pelo partido no poder e presidida pelo irmão de Rodríguez. A situação política permanece em disputa entre o governo e a oposição.
A normalização das relações com os EUA inclina-se para facilitar o comércio de petróleo e investimentos. A administração de Rodríguez busca ampliar o fluxo de capital internacional para Venezuela, mantendo a gestão econômica sob o grupo governista.
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