- França reforçou a segurança em locais estratégicos de Paris após o atentado a bomba frustrado contra o escritório do Bank of America.
- Quatro suspeitos, incluindo três adolescentes, foram formalmente investigados; o adulto teria recrutado os menores e pago entre 500 e 1.000 euros.
- O dispositivo explosivo improvisado era um galão de gasolina de cinco litros preso a uma carga pirotécnica, o mais potente já identificado na França.
- A polícia suspeita de ligação com o grupo pró-Irã HAYI, que citou a sede do Bank of America em Paris, mas a conexão precisa ser confirmada pelos promotores.
- Bancos americanos functioning: Goldman Sachs autorizou trabalho remoto para funcionários em Paris; Citi informou que equipes em Paris e Frankfurt também trabalharam de casa como medida preventiva.
A França reforçou a segurança em Paris após um atentado a bomba frustrado contra o escritório do Bank of America. A ação levou bancos dos EUA na França e na Alemanha a adotarem trabalho remoto nesta quinta-feira (2). O aumento de vigilância ocorre em meio a uma ameaça elevada.
A polícia de Paris intensificou a proteção em locais religiosos e culturais, sedes diplomáticas e instituições econômicas, além de medidas em toda a região metropolitana. Em paralelo, quatro suspeitos foram formalmente investigados pelo suposto envolvimento no atentado frustrado da semana passada.
O grupo envolve três adolescentes e um adulto; este último é acusado de recrutá-los e remunerá-los com 500 a 1.000 euros para plantar a bomba e gravar a ação. Todos permanecem em prisão preventiva e negam intenção terrorista. O artefato era um galão de gasolina de cinco litros acoplado a carga pirotécnica, o mais potente já identificado na França.
Suspeita de grupo pró-Irã
A polícia suspeita que o plano possa ter relação com o grupo HAYI, que já publicou vídeo citando a sede do Bank of America em Paris. Promotores afirmam que a ligação ainda não foi confirmada. A investigação segue em curso para esclarecer vínculos entre os envolvidos e o possível objetivo político.
Goldman Sachs autorizou funcionários em Paris a trabalhar remotamente nesta quinta-feira, enquanto o Citigroup informou que trabalhadores em Paris e Frankfurt também atuaram de casa como medida preventiva, segundo fontes e comunicado oficial. As ações visam reduzir riscos enquanto as apurações avançam.
Contexto de segurança e cenário internacional
O presidente Emmanuel Macron afirmou estar em alta vigilância sobre o tema, destacando que a França acompanha incidentes semelhantes ocorridos em outros países europeus. Autoridades expressaram preocupação com o potencial impacto do conflito entre Irã e Ocidente na origens de novos ataques.
O país mantém memória dos ataques de 2015, que deixaram 130 mortos em Paris, e 17 em janeiro de 2015, o que moldou medidas de segurança mais rígidas. A investigação continua para esclarecer motivação, autoria e possíveis vínculos internacionais.
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