- Emmanuel Macron disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, está minando a OTAN ao criar dúvida diária sobre o seu compromisso com a aliança.
- Trump chegou a dizer que pode deixar a OTAN, chamando a aliança de “paper tiger”.
- Trump tem criticado parceiros ocidentais por não atenderem ao seu chamado para formarem uma força naval para reabrir o estreito de Hormuz.
- Macron afirmou que uma operação militar para liberar o estreito é pouco realista e que, se houver ação, deve ocorrer em conjunto com o Irã, após cessar-fogo e retomada de negociações.
- O estreito de Hormuz continua praticamente paralisado pela war no Irã, afetando o fluxo de petróleo.
Donald Trump voltou a criticar aliados ocidentais em meio a divergências sobre uma possível força naval para o Estreito de Hormuz. O presidente dos EUA cobra apoio de parceiros para reabrir a rota, fechada pelo Irã.
Em pronunciamento durante visita de Estado à Coreia do Sul, o presidente francês Emmanuel Macron afirmou que os EUA estão minando a aliança da OTAN ao semear dúvidas diárias sobre o seu comprometimento com a aliança. Segundo Macron, esse padrão enfraquece a credibilidade da organização.
Macron classificou como realista a possibilidade de uma operação militar para libertar o Estreito de Hormuz, destacando riscos como ameaças de forças costeiras iranianas e mísseis balísticos. A recomendação foi buscar um cessar-fogo e retomar negociações.
O Estreito de Hormuz tem sido praticamente paralisado há semanas no contexto do conflito na região, impactando o trânsito de navios e o abastecimento de petróleo. Macron afirmou que qualquer ação militar precisaria ocorrer em coordenação com o Irã.
O francês também afirmou que Trump contradiz consigo mesmo sobre a crise iraniana, o que, segundo ele, gera confusão. Em recente entrevista, Trump sugeriu rever a participação dos EUA na OTAN, chamando a aliança de “tigre de papel”.
Autoridades próximas a Paris destacaram que a tensão interna entre Washington e aliados europeus aumenta o grau de incerteza sobre o alinhamento estratégico na região. O tema fascina centros de poder e gera debates sobre como responder à escalada no Oriente Médio.
Entre as reações, o deputado Manuel Bompard, da oposição francesa, condenou o ataque pessoal a Brigitte Macron feito por Trump, classificando a conduta como inaceitável. A fala do deputado reconhece a sensibilidade diplomática envolvida no discurso público entre líderes.
A imprensa francesa enfatizou que o episódio demonstra o quanto as posições de Washington afetam o equilíbrio de cooperação em defesa na OTAN, mesmo diante de complicações regionais. A situação segue sob observação de aliados e analistas de política externa.
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