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Mais de 1,6 milhão de ucranianos retornaram às áreas da linha de frente

Mais de 1,6 milhão de ucranianos retornaram às áreas da linha de frente, motivados por saudade e dificuldades financeiras, apesar dos ataques russos

Local residents watch the damage after Russian guided aerial bomb hit the frontline town center, in Druzhkivka, Donetsk region, Ukraine, March. 2, 2026.
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  • Mais de 1,6 milhão de ucranianos retornaram às áreas de linha de frente nas regiões de Kharkiv, Donetsk, Kherson e Sumy, mesmo com os ataques russos.
  • A principal motivação foi o desejo de estar perto de casa; três em cada quatro pais e responsáveis disseram sentir falta da comunidade.
  • A pressão financeira também levou muitos a voltar, pois viver longe das oportunidades de renda e de redes de apoio é difícil.
  • O retorno ocorre mesmo com riscos de bombardeios, minas e combates, e traz impactos como menor acesso à educação de qualidade e diminuição de serviços para crianças.
  • No conjunto, 3,4 milhões estão deslocados dentro do país e 5,9 milhões buscaram abrigo no exterior; até janeiro de 2026, quase 4,4 milhões estavam registrados na UE sob proteção temporária.

Vários milhões de ucranianos retornaram às áreas de linha de frente, apesar dos ataques russos. Em um relatório de Save the Children, mais de 1,6 milhão de pessoas retornou às regiões de Kharkiv, Donetsk, Kherson e Sumy. O retorno ocorre mesmo com o contínuo conflito e alertas de ataques.

A pesquisa aponta que o sentimento de saudade da casa e da comunidade pesou mais do que a percepção de risco. Três quartos dos pais e cuidadores entrevistados disseram sentir isolamento e saudade ao permanecer nos locais onde buscaram abrigo.

Segundo a organização, além do risco de vida, o retorno cria dificuldades para a educação de crianças, interrupção de serviços e impacto psicossocial devido a sirenes e ao barulho de drones. A entidade enfatiza proteção e oportunidades para as crianças.

“É fundamental proteger as crianças afetadas pelo conflito e oferecer condições para reconstrução das vidas onde escolherem ficar”, afirma a diretora de país da Save the Children na Ucrânia. O relatório ressalta o peso humano do deslocamento forçado.

A falta de renda, oportunidades limitadas e redes de apoio distantes também influenciam a decisão de retorno. Autoridades locais registram que, entre os retornados, muitas famílias enfrentam insegurança financeira e fragilidade de serviços básicos.

No cenário mais amplo, cerca de 3,4 milhões de pessoas seguem deslocadas dentro da Ucrânia há mais de quatro anos, enquanto 5,9 milhões buscaram refúgio no exterior. Estima-se que quase 4,4 milhões estejam sob proteção temporária da UE em janeiro de 2026.

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