- a Rússia disse que enviará um segundo navio-tanque de petróleo para Cuba, citando a ofensiva energética na ilha e a solidariedade a território caribenho, segundo o ministro de Energia Sergei Tsivilyov.
- o anúncio ocorre dois dias após o navio-tanque russo Anatoly Kolodkin aportar em Matanzas, levando 730 mil barris de petróleo — a primeira entrega em três meses.
- especialistas estimam que o carregamento possa resultar em cerca de 180 mil barris de diesel, atendendo à demanda de Cuba por nove a dez dias.
- Cuba, que produz apenas cerca de quarenta por cento de seu combustível, depende de importações para sustentar a rede elétrica em colapso e enfrentar apagões.
- a situação é marcada pelo bloqueio energético dos Estados Unidos, com ataques a Venezuela e suspensão de remessas do México, agravando a crise na ilha.
O ministro de Energia da Rússia, Sergei Tsiviliov, anunciou que um segundo carregamento de petróleo será enviado a Cuba. A informação foi dada nesta quinta-feira, durante um fórum de energia em Kazan, na Rússia. A medida reforça a solidariedade de Moscou diante do que o país classifica como bloqueio energético contra a ilha.
Cuba enfrenta grave déficit de combustível, produzindo cerca de 40% do que consome e recorrendo a importações para manter a rede elétrica. A energia crítica tem prejudicado serviços públicos e provocado apagões em várias regiões.
O anúncio ocorre dois dias após o recebimento do petroleiro russo Anatoly Kolodkin, que aportou em Matanzas com 730 mil barris de petróleo. Analistas estimam que essa remessa possa render cerca de 180 mil barris de diesel, suficientes para atender a demanda diária por 9 a 10 dias.
Contexto atual
Tsiviliov destacou que Cuba está isolada por um bloqueio, afirmando que a Rússia não deixará o país sozinho diante das dificuldades energéticas. A declaração ocorreu em meio a uma retomada de apoio russo ao governo cubano.
Desdobramentos e cenário regional
Especialistas apontam que novas remessas podem ser parte de uma estratégia russa para manter influência na região enquanto Cuba busca alternativas para reduzir a dependência de importações. Não houve confirmação de datas adicionais ou de contratos formais.
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