- UNESCO concedeu proteção reforçada a 39 sítios do patrimônio cultural no Líbano, colocando-os sob o mais alto nível de salvaguarda legal.
- Com a medida, o total protegido no país passa a ser de 73 sítios.
- A decisão, tomada em sessão extraordinária, também liberou mais de $ 100 mil em financiamento emergencial para operações no terreno.
- Exemplos de sítios protegidos: Templo de Bekaa, Biblioteca Nacional do Líbano em Beirute e Torre Barsbay em Trípoli; a proteção impede uso militar e ataques.
- Autoridades e sociedade civil mobilizam medidas de salvaguarda, incluindo a relocação de artefatos em Byblos; a Citadela de Qalaat Chama preocupa devido a novos riscos.
A Unesco ampliou a proteção de 39 sítios culturais no Líbano, elevando-os ao mais alto nível de salvaguarda jurídica diante da escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah. A medida foi aprovada em uma sessão extraordinária do Comitê para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, realizada em 1º de abril.
A decisão libera mais de US$ 100 mil em recursos de emergência para operações no terreno, com ações de resguardo e relocação de bens culturais. Entre os locais protegidos estão o Templo de Bekka, a Biblioteca Nacional do Líbano em Beirute e a Torre Barsbay, em Trípoli.
Proteção ampliada e impactos práticos
A proteção ampliada impede ataques, usos militares ou desvio de sítios, sob risco de violação grave da Convenção de Haia de 1954. Segundo Jad Tabet, assessor do Ministério da Cultura do Líbano, a medida é prioridade nacional e representa responsabilidade moral da comunidade internacional.
A ampliação ocorre após solicitação do Líbano em novembro de 2024, que já elevou o total para 73 locais protegidos no país. A maior parte dos principais patrimônios está contemplada, refletindo o aumento de ataques em várias regiões do território.
Desdobramentos operacionais
Equipes locais mobilizaram cerca de 30 pessoas em dois semanas para preparar o dossiê de proteção. Relatos indicam que refugiados e deslocados complicam o custeio de medidas de segurança, já que muitos guardiões dos bens culturais permanecem no local.
Em Byblos, autoridades preparam a realocação de achados arqueológicos e a acomodação de profissionais que atuam nos sítios. O apoio financeiro da Unesco sustenta ações emergenciais para manter o monitoramento e a proteção.
Situação de risco e monitoramento
O Citadel de Chama, no sul do Líbano, é alvo de preocupação. Tabet alerta sobre a possibilidade de ocupação por forças israelienses, o que agravaria a vulnerabilidade do local. A Unesco acompanha a situação por satélite.
A cidade de Tyre, outra área inscrita na Lista do Patrimônio Mundial, já sofreu danos em ataques recentes. Oficiais locais destacam que muitos responsáveis pela proteção permanecem na área, mesmo diante do risco.
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