- A primeira repatriação oficial de artefatos turcos do Canadá ocorreu nesta semana, com 11 itens devolvidos.
- São três conjuntos: sete páginas de manuscritos, duas páginas impressas e duas obras de caligrafia moderna, datadas entre os séculos dezessete e dezenove.
- As peças foram interceptadas pela Canada Border Services Agency durante o transporte de Istambul para Vancouver, e a restituição foi autorizada por decisão de um tribunal federal canadense.
- A cerimônia de entrega ocorreu em 30 de março no Canadian Conservation Institute, em Ottawa, com representantes da Turquia recebendo os itens.
- A restituição é vista como precedente internacional e fortalece a cooperação cultural sob a Convenção de UNESCO de mil novecentos setenta.
Dois detalhes marcantes foram confirmados nesta semana: Canadá devolveu 11 artefatos turcos a Turquia, no que representa a primeira repatriação entre os dois países. Os itens incluem páginas de manuscritos, gravuras e caligrafia otomana, recuperados após ação da CBSA e decisão de tribunal federal canadense. A cerimônia ocorreu em Ottawa, em 30 de março, concluindo o processo iniciado há mais de um ano.
As obras foram interceptadas pela Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras do Canadá ao chegarem de Istambul a Vancouver. O caso foi encaminhado ao Ministério da Patrimônia Cultural, e análises científicas e documentos legais sustentaram o retorno como propriedade cultural turca.
O ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, anunciou a devolução pelas redes sociais, destacando o marco como precedente internacional. O retorno envolve autoridades turcas ligadas à Direção Geral do Patrimônio Cultural, à instituição de Manuscritos de Turquia, ao Museu Turco e Islâmico e à embaixada turca em Ottawa.
Segundo Ersoy, a repatriação foi um processo meticuloso com peso diplomático, enfatizando cooperação internacional em proteção do patrimônio cultural. A decisão do tribunal canadense reconheceu as obras como propriedade cultural turca sob a lei nacional, autorizando o retorno.
A natureza histórica das peças remonta aos séculos XVII a XIX, com conteúdo em caligrafia árabe e turca e temas de jurisprudência islâmica, sufismo, história e literatura. Em análise, algumas páginas tinham bindings removidos e miniaturas modernas, intervenções consideradas comerciais e não autênticas.
Especialistas destacam a importância do episódio como reforço ao cumprimento da Convenção de 1970 da Unesco. Turquia é signatária e representa fluxo relevante de obras ilícitas de várias regiões. Não há, até o momento, informações sobre o conhecimento do comprador sobre a procedência ou exportação ilegal.
A repatriação também é vista como sinal de avanço na cooperação internacional para proteção do patrimônio cultural. Autoridades turcas agradeceram o esforço conjunto entre ministérios, embaixadas e instituições museológicas envolvidas no processo.
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