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Cuba afirma ter perdoado e libertado 2.010 presos

Cuba concede indulto e liberta 2.010 presos, considerado gesto humanitário; medida ocorre na Semana Santa em meio a tensões com os EUA

Cuba enfrenta uma forte crise econômica; na foto, o presidente do país, Miguel Díaz-Canel
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  • Cuba anunciou a libertação de 2.010 presos por meio de indulto, descrito como gesto humanitário e soberano, conforme comunicado divulgado pela embaixada cubana nos Estados Unidos, durante a Semana Santa.
  • A decisão baseou-se em análise individual dos casos e levou em conta critérios como boa conduta, cumprimento de parte da pena e estado de saúde; foram excluídos crimes graves como agressão sexual, homicídio, tráfico de drogas, roubo com violência ou armas, entre outros.
  • Entre os beneficiados estão jovens, mulheres, adultos com mais de 60 anos, além de estrangeiros e cubanos residentes no exterior; alguns já estavam perto de alcançar benefício como progressão de regime.
  • O governo afirma que a medida é a segunda libertação de presos neste ano e parte de uma prática habitual no sistema de justiça penal, associada a celebrações religiosas e a negociações com a Igreja Católica.
  • O contexto aborda a crise econômica de Cuba, agravada pela interrupção do petróleo venezuelano, com impactos como apagões, desabastecimento e dificuldade no sistema de saúde.

O governo de Cuba anunciou a libertação de 2.010 presos por meio de indulto aprovado pelas autoridades. O anúncio foi divulgado pela embaixada cubana nos Estados Unidos e classifica o gesto como humanitário e soberano. A decisão ocorreu durante a Semana Santa e num contexto de tensão com os EUA.

Segundo o comunicado oficial, a concessão seguiu a legislação e a Constituição do país, com critérios que levaram em conta a natureza dos delitos, a boa conduta na prisão, o cumprimento de parte da pena e o estado de saúde dos detidos. O texto destaca ainda a análise individual dos casos.

Entre os beneficiados constam jovens, mulheres, adultos acima de 60 anos, além de estrangeiros e cubanos residentes no exterior. Também houve menção a pessoas próximas de alcançar benefícios como a progressão de regime nos próximos meses. Crimes graves ficaram de fora, como agressão sexual, homicídio e tráfico de drogas.

Detalhes e alcance do indulto

O comunicado afirma que a medida é a segunda libertação de presos neste ano e descreve a prática como recorrente no sistema de justiça penal. Alega ainda que trajetórias humanitárias acompanham visitas de figuras internacionais, sem especificar nomes.

Segundo o The New York Times, a liberação é uma das maiores dos últimos anos. Em março, Cuba havia prometido libertar 51 detidos após negociações com o Vaticano, mediador de diálogos com os EUA.

Dados oficiais indicam que mais de 11 mil pessoas já receberam benefícios semelhantes desde 2011. Em episódios anteriores, grandes libertações estiveram associadas a visitas papais ou a acordos com a Igreja Católica.

Contexto econômico e institucional

A crise econômica cubana se agrava pela suspensão de petróleo venezuelano, medida associada a tensões com Washington. A deterioração das exportações amplia apagões, escassez de alimentos e dificuldades no sistema de saúde, impactando a população.

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