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Líder militar de Burkina Faso afirma que democracia não é para eles

Traoré estende mandato da junta até 2029 e bane partidos, afirmando que democracia não é para Burkina Faso e que o país seguirá modelo próprio

O capitão Ibrahim Traoré, presidente de Burkina Faso
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  • O capitão Ibrahim Traoré, líder de Burkina Faso desde o golpe de 2022, afirmou que a democracia não é para o país.
  • A junta prorrogou o mandato por mais cinco anos, até 2029, e baniu todos os partidos políticos em janeiro com o objetivo de “reconstruir o Estado”.
  • Traoré disse que pretende substituir a política partidária por um modelo próprio, baseado em soberania e patriotismo, sem detalhar como funcionaria.
  • A votação para partidos só ocorrerá quando todo o território estiver seguro para votar, segundo a junta.
  • O líder citou a Líbia como exemplo de fracasso das intervenções ocidentais, dizendo que democracia ali gerou derramamento de sangue e que democracia é escravidão.

O capitão Ibrahim Traoré, líder de Burkina Faso, afirmou que a democracia não é adequada para o país. Em entrevista à TV estatal, ele sinalizou a adoção de um modelo político próprio, baseado em soberania e patriotismo, em vez do modelo ocidental. A declaração ocorreu em meio a mudanças no governo desde o golpe de 2022.

Traoré está no poder desde o golpe militar que o levou ao comando do país africano. Em 2024, a Junta Militar prorrogou o mandato por mais cinco anos. Em janeiro, o regime também baniu todos os partidos políticos com a justificativa de reconstruir o Estado.

Segundo o líder, as estruturas partidárias existentes não se alinham ao projeto revolucionário em curso. Ele afirmou que a votação para retorno de partidos só ocorrerá quando o território estiver seguro para o pleito, sem detalhar como será o funcionamento político subsequente.

Contexto e mudanças políticas

O governo interrompeu a prática de devolução do poder a civis, prevista em acordos anteriores, e ampliou o controle sobre as instituições. A justificativa oficial é a necessidade de consolidar a ordem e a segurança após meses de instability no país.

Traoré criticou a democracia, chamando-a de responsável por conflitos na região e citando a Líbia como exemplo de intervenção ocidental. A afirmação foi apresentada como parte de uma visão de governança baseada em soberania.

Burkina Faso permanece sob monitoramento internacional quanto ao andamento do processo político. O país não informou quando deverá realizar eleições gerais ou como ficará a estrutura governante após a implantação do novo modelo.

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