- O navio CMA CGM Kribi, Maltês, tornou-se o primeiro cargueiro ligado à Europa Ocidental a atravessar o estreito de Hormuz desde o início da guerra com o Irã, passando pelo corredor entre Qeshm e Larak.
- A embarcação, que tem bandeira maltesa e pertencente ao grupo CMA CGM, segue de águas perto de Dubai com destino a Pointe Noire, na República do Congo, em serviço que liga Índia, Golfo Pérsico e África.
- A travessia foi coordenada com autoridades marítimas iranianas; o navio ficou ocioso no Golfo desde o começo de março, como muitos outros não iranianos.
- A passagem pode incentivar outras transportadoras a retomar operações se o corredor se mostrar estável nos próximos dias.
- Em outro desenvolvimento, um navio-tanque de LNG, Sohar, entrou no estreito numa tentativa de travessia pela primeira vez desde o início do conflito, sem carga, em direção ao terminal de exportação de Qalhat, em Omã.
O CMA CGM Kribi, navio pertencente à CMA CGM, cruzou o Estreito de Hormuz — o primeiro entre navios ligados à Europa Ocidental desde o início da guerra no Irã. O transito ocorreu na tarde de quinta-feira, partindo das águas próximas a Dubaí, rumo ao Golfo da África. A embarcação maltês com bandeira de Malta navegou pelo corredor entre Qeshm e Larak, sob a autorização iraniana.
Dados de rastreamento indicam a propriedade francesa do navio, que já havia ficado ocioso no Golfo desde o início de março, quando o conflito interrompeu boa parte do tráfego comercial. A CMA CGM, controlada majoritariamente pela família Saadé, terá coordenado o trânsito com autoridades marítimas iranianas. A embarcação segue para Pointe Noire, na República do Congo, em serviço que conecta Índia, Golfo e África. Transitos anteriores tinham envolvido navios de origem chinesa.
Essa operação pode estimular outras transportadoras a retomarem atividades, caso o corredor se mostre estável nos próximos dias.
Diálogo com Omã
Nesta quinta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã informou que o país elabora um protocolo com Omã para garantir o tráfego pelo Estreito de Hormuz, conforme a mídia estatal.
Segundo relatos, o IRGC estaria buscando cobrar pedágios a partir de US$ 1 por barril, com possíveis pagamentos em yuan Chinês ou stablecoins. Discutem-se ainda requisitos para envio de dados detalhados a intermediários ligados ao IRGC, com acessos determinados por um sistema de ranking entre países.
Tentativa de transitação de LNG
Em outro desenvolvimento, um cargueiro LNG — Sohar LNG — entrou no Estreito de Hormuz sem carga, em possível primeira passagem desde o início do conflito. A embarcação moveu-se rumo ao terminal de exportação de LNG de Qalhat, em Omã, ao leste pelo corredor.
Se concluído com sucesso, o movimento representaria a primeira passagem de um tanker de LNG pela rota desde o início das hostilidades. A operação ilustra o retorno gradual de diferentes tipos de embarcações à região, após o recuo de seguros e o aumento das restrições.
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