- O novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou um plano de ação de 20 milhões de euros para zerar a violência sexual em escolas e creches.
- A prefeitura informou que, desde o início de 2026, 78 funcionários foram suspensos, sendo 31 suspeitos de violência sexual; no ano anterior, 30 monitores já tinham sido suspensos, incluindo 16 por abuso sexual.
- Nove dos suspensos neste ano atuavam na mesma creche da capital.
- Grégoire propõe criar uma comissão independente para examinar recrutamento, denúncias e monitoramento, com acesso completo e liberdade de expressão.
- O prefeito afirmou que houve um possível código de silêncio sistêmico e que a maioria das acusações envolve alunos de jardim de infância, ocorridas principalmente em 2024 e 2025.
Emmanuel Grégoire, o novo prefeito de Paris, anunciou nesta sexta-feira um plano de ação de 20 milhões de euros para eliminar a violência sexual em escolas e creches da cidade. A medida vem na esteira de denúncias de abuso por monitores que atuam fora da sala de aula, inclusive no período antes dos pais buscarem os alunos. Segundo a prefeitura, mais de 30 monitores foram afastados desde janeiro.
Grégoire informou que, desde o início de 2026, 78 funcionários já foram suspensos, sendo 31 por suspeita de violência sexual. Ele afirmou que os números exigem uma reavaliação profunda de todo o sistema de recrutamento, supervisão e relato de ocorrências. A meta é adotar uma política de tolerância zero.
Código de silêncio
O prefeito mencionou que pretende criar uma comissão independente para conduzir o exame completo dos processos de contratação, denúncia e monitoramento. Segundo ele, a comissão terá acesso a todas as informações e terá liberdade de expressão total para divulgar resultados.
Grégoire relatou também ter sido vítima de abuso em um programa de natação após as aulas durante a infância, destacando a necessidade de mudanças estruturais. A prefeitura informou que, neste ano, nove casos de violência física ou sexual envolvemmonitores que atuavam na mesma creche.
Contexto e próximos passos
Autoridades destacaram que 2024 e 2025 foram anos com a maior parte das alegações de abuso, muitas delas envolvendo monitores do berçário. Pais de alunos têm questionado a gestão escolar sobre a comunicação de suspeitas.
O plano inclui medidas de prevenção, melhoria de relatos internos e maior fiscalização das atividades extracurriculares, com o objetivo de reduzir riscos para crianças de creche e ensino fundamental na capital francesa. As informações são da prefeitura de Paris e do jornal Le Monde.
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