- O Conselho de Segurança da ONU adiou a votação de uma resolução que autorizaria uso de força defensiva para proteger a navegação no estreito de Ormuz, por causa do feriado da Sexta-Feira Santa; ainda sem nova data definida.
- O Bahrein apresenta a proposta de permitir atuação individual ou em coalizões navais para garantir a passagem segura por pelo menos seis meses, com uso dos meios defensivos necessários e proporcionais às circunstâncias.
- Rússia e China criticam a autorização de uso da força; a França sinalizou possível apoio a medidas defensivas, após o Bahrein revisitar o texto para restringir a atuação militar.
- A votação, prevista para esta sexta-feira, foi adiada e o adiamento abre espaço para negociações adicionais, diante da resistência de votos de membros com poder de veto.
- O estreito de Ormuz é vital para o abastecimento global, respondendo por cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural liquefeito; Reino Unido reuniu cerca de quarenta países para discutir ação coordenada para reabrir a rota.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas adiou a votação de uma resolução que autorizaria o uso de força defensiva para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A sessão prevista para a manhã de sexta-feira, 3 de abril de 2026, foi retirada da pauta devido ao feriado da Sexta-Feira Santa. Ainda não há nova data definida.
O Bahrein apresenta o texto, que permite ações individuais ou em coalizões navais voluntárias para garantir a passagem de embarcações na região. A proposta autoriza o uso de meios defensivos proporcionais para evitar bloqueios ou interferências na navegação internacional por pelo menos 6 meses.
Diplomatas afirmam que o adiamento abre espaço para negociações adicionais, diante de resistência de membros com poder de veto. Rússia e China se opõem a autorização de força, mesmo em caráter defensivo, sinalizando que não apoiam a medida neste formato.
A versão revisada do texto, apresentada pelo Bahrein, busca ampliar apoio ao suavizar a linguagem e restringir a atuação militar a ações estritamente defensivas. Países como França sinalizam abertura, desde que as medidas sejam proporcionais e necessárias.
O embaixador francês na ONU indicou que respostas defensivas podem ser aceitáveis, desde que o Conselho busque soluções proporcionais. Já o Bahrein destaca a importância de evitar o que chama de terrorismo econômico que afete a região e o mundo.
Paralelamente, o Reino Unido realizou reunião com representantes de cerca de 40 países para discutir ações coordenadas que viabilizem a reabertura do estreito. O encontro virtual, liderado pela ministra das Relações Exteriores, tratou de medidas diplomáticas, econômicas e do impacto global do bloqueio.
O Irã, em conjunto com Omã, negocia um protocolo para monitorar o tráfego no estreito. O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores afirmou que o documento está na fase final de preparação, buscando melhorar a governança da navegação na região.
Desdobramentos diplomáticos e cenários
A votação ainda depende de alinhamento entre os membros, com o veto de Rússia e China em aberto. Analistas avaliam que a aprovação enfrenta dificuldades para obter os votos necessários, mesmo com as revisões no texto.
O estreito de Ormuz continua a ser uma rota-chave para o petróleo e o gás natural líquidos. A escalada de tensões na região tem pressionado preços e cadeias de suprimento globais, mantendo a pauta internacional sob vigilância.
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