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Pai da Argentina acusada de racismo no RJ imita macaco

Pai da advogada acusada de racismo no Rio retorna a Buenos Aires após vídeo em que gestos imitam macaco; ele afirma ter usado inteligência artificial

Empresário Mariano Páez faz gestos que imitam um macaco em um bar no centro de Santiago del Estero, na Argentina
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  • Empresário argentino Mariano Páez foi flagrado em bar do centro de Santiago del Estero imitando gestos de macaco.
  • Páez é pai da advogada Agostina Páez, que responde por crime de racismo no Rio de Janeiro e retornou a Buenos Aires em 1º de abril de 2026.
  • Páez disse que os vídeos teriam sido gerados com inteligência artificial; Agostina publicou nota nas redes sociais confirmando a autenticidade das imagens.
  • No Rio, caso envolvendo uma turista argentina em Ipanema começou após discussão por cobrança; houve apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica e prisão em 6 de fevereiro, com liberdade no mesmo dia.
  • A defesa de Agostina recebeu habeas corpus para deixar o país mediante pagamento de 97 mil reais.

O empresário argentino Mariano Páez foi flagrado em um bar no centro de Santiago del Estero, fazendo gestos que imitam um macaco. O vídeo circula nas redes e mostra Páez, pai da advogada Agostina Páez, relacionado a um caso de racismo no Rio de Janeiro. Agostina retornou a Buenos Aires na quarta-feira, 1º de abril de 2026.

Páez afirmou, em entrevista, que as imagens teriam sido criadas com inteligência artificial. Após a declaração, Agostina publicou uma nota nas redes sociais assegurando a autenticidade das imagens e afastando qualquer vínculo com as atitudes retratadas.

Agostina Páez divulgou uma resposta em que afirma não ter relação com o que circula, destacando que esteve rodeada de amigos durante um período difícil e que só pode responder por suas próprias ações. Ela também expressou dificuldade com a situação e pediu apoio aos seguidores.

O caso de racismo no Rio

Um funcionário de um bar em Ipanema relatou que a confusão começou após uma cobrança ter sido questionada pela cliente. As imagens das câmeras mostraram uma mulher fazendo gestos de macaco e proferindo xingamentos, levando a equipe a registrar o ocorrido.

A turista argentina foi identificada nas gravações como responsável pelos gestos, incluindo sons e termos que aludem ao animal. A investigação começou após a denúncia e buscas foram iniciadas para localizar a suspeita.

A defesa de Agostina Páez sustenta que a turista se retratou e que não houve intenção de dirigir os gestos ao funcionário. Em dezembro de 2025, a Justiça determinou medidas contra a visitante, com a apreensão temporária de passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica.

Desdobramentos legais

Em janeiro, o passaporte da turista foi apreendido por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. Em 6 de fevereiro, ela foi presa, mas liberada no mesmo dia. O Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus à argentina, permitindo que deixasse o país mediante o pagamento de R$ 97 mil.

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