- O Papa Leão conversou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog, pedindo que se reabra o diálogo para encerrar a guerra com o Irã e que haja proteção de civis e respeito ao direito internacional.
- A comunicação ocorreu nesta sexta-feira, segundo o Vaticano, enfatizando a importância de promover caminhos de paz.
- O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após um ataque coordenado que, segundo o texto, matou o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e provocou retaliações de ambos os lados.
- O Irã teria atacado vários países da região, e autoridades iranianas dizem mirar apenas interesses dos EUA e de Israel; o conflito também atingiu o Líbano, com ações do Hezbollah.
- Até o momento, acredita-se que haja dezenas de mortes entre civis e militares, com o Irã promovendo deslocamentos e Israel realizando ofensivas; Mojtaba Khamenei foi eleito novo líder supremo do Irã, gerando críticas, inclusive de Donald Trump.
O Papa Leão pediu diálogo entre Israel e Irã para encerrar a guerra que envolve os dois países. Em telefonema com o presidente israelense, Isaac Herzog, o Pontífice solicitou que se reabram todos os caminhos de negociação, destacando a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário.
Segundo o Vaticano, o papa também enfatizou a necessidade de buscar soluções pacíficas e de reforçar o compromisso com normas internacionais. A interlocução ocorreu nesta sexta-feira e reforça a busca por canais diplomáticos diante do conflito na região.
O conflito no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, com ataques que ampliaram as hostilidades entre Estados Unidos, Israel e o Irã. O governo americano afirma ter destruído partes da infraestrutura militar iraniana, incluindo navios e sistemas de defesa, além de registrar mortes entre soldados.
O Irã, por sua vez, lançou ataques contra alvos na região, incluindo Emirados Árabes, Arábia Saudita e outros países vizinhos. Pequenas e grandes ações militares chegaram a afetar serviços, infraestrutura e civis em diversos territórios, elevando o número de vítimas.
A região também registra desdobramentos no Líbano, com ações do Hezbollah contra Israel e ofensivas aéreas israelenses no território vizinho. Em meio à escalada, parte da liderança iraniana foi substituída por Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo Ali Khamenei, o que gerou análises sobre continuidade na condução do regime. Autores internacionais destacam que mudanças não devem implicar reformas estruturais.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à escolha de Mojtaba chamando-a de grande erro e sugerindo que o processo deveria envolver o seu governo, como parte da leitura sobre o futuro da liderança iraniana.
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