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Três membros do governo grego deixam cargos após escândalo de subsídios da UE, diz TV estatal

Três ministros renunciam em meio a escândalo de subsídios da União Europeia; EPPO investiga vinte políticos, imunidade de onze deputados pode ser suspensa, com foco em Creta

A view of the Greek parliament in Athens, 13 March, 2025
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  • Três membros do governo grego apresentaram renúncia — ministro da agricultura, ministro da proteção civil e um vice-ministro da saúde — no âmbito do escândalo de subsídios da União Europeia.
  • A Procuradoria Europeia ampliou as investigações, com vinte políticos do partido no poder sob escrutínio; onze deputados devem ter a imunidade removida e há sete nomes detalhados, incluindo um possível ex-ministro da agricultura.
  • As acusações envolvem recebimento de subsídios por terras não possuídas e números inflados de animais; houve casos de pagamentos a pessoas sem ligação com a atividade agrícola.
  • A maior parte dos subsídios fraudulentos foi para Creta, região com forte influência da família do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
  • O governo e a oposição trocam acusações: Mitsotakis promete prender os culpados e recuperar os recursos; eleições estão marcadas para o próximo ano.

Três ministros do governo grego deixaram seus cargos na sexta-feira, em meio a um escândalo de subsídios da União Europeia para a agricultura que aumenta a pressão sobre o governo conservador. A informação foi divulgada pela emissora estatal ERT. Os ministérios envolvidos são Agricultura, Proteção Civil e um ministro-adjunto da Saúde. O anúncio de uma eventual reorganização ministerial também foi informado pela assessoria do governo.

O caso envolve acusações de fraude em subsídios concedidos pelo bloco europeu, com beneficiários alegando ter terras ou animais que não possuíam ou superestimando números de cabeças de gado. Investigações da Procuradoria Europeia (EPPO) já detalharam irregularidades desde maio do ano passado e ampliaram o alcance para dezenas de políticos ligados ao partido no poder.

Segundo a EPPO, parte significativa dos pagamentos teria ido para a ilha de Creta, região com forte influência da família do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis por décadas. A organização também indicou que até 20 membros do partido Novo Democracia estão sob investigação.

Na prática, houve operações de busca, prisões e protestos de agricultores desde outubro, após as denúncias de irregularidades. A EPPO pediu nesta semana que 11 deputados sejam privados de imunidade para eventual processação, além de indicar mais sete políticos suspeitos, incluindo um ex-ministro da Agricultura.

Oposição exige a renúncia de todos os ministros investigados. Mitsotakis afirmou que o esquema teve início antes de 2019 e prometeu responsabilizar os culpados e recompor o dinheiro público. As eleições estão marcadas para o próximo ano, e o governo permanece com vantagem em pesquisas, ainda que sem maioria absoluta.

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