- Giorgia Meloni concluiu uma viagem de dois dias ao Golfo Pérsico, com paradas no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, após visitar a Arábia Saudita para tratar de segurança e de fornecimento de energia na região, afetado pelo fechamento parcial do estreito de Hormuz.
- O foco foi a restauração dos suprimentos de energia e a segurança em Hormuz; Roma ofereceu apoio técnico para infraestrutura energética e defesa contra ataques iranianos.
- Em Doha, a premiê foi recebida pelo emir Tamim bin Hamad Al-Thani e discutiu esforços diplomáticos para o fim da guerra no Oriente Médio e cooperação em infraestrutura crítica e gestão de migração.
- Nos Emirados Árabes Unidos, Meloni reiterou a proximidade com um país amigo que sofreu ataques do Irã e agradeceu o apoio a operações de repatriação de turistas e de cidadãos italianos na região.
- A visita foi apresentada como a primeira de um líder da União Europeia, do G20 e da Organização do Tratado do Atlântico Norte desde o início do conflito; na Arábia Saudita, foram tratados temas de assistência militar defensiva italiana e de solução diplomática, além de segurança no fornecimento de energia.
Giorgia Meloni encerrou sua visita de dois dias ao Golfo Pérsico, com paradas no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos, após a passagem por Arábia Saudita na sexta-feira. O foco foi restabelecer o fornecimento de energia e a segurança no Estreito de Hormuz, com apoio técnico da Itália a infraestruturas afetadas e defesa contra ataques iranianos.
No Qatar, a premiê foi recebida pelo emir Tamim bin Hamad Al-Thani. As negociações envolveram esforços diplomáticos para encerrar o conflito no Oriente Médio e reduzir os impactos da redução de gás causado por ataques iranianos a instalações locais, segundo o governo italiano. Meloni pediu cooperação para garantir a liberdade de navegação no estreito.
Em Abu Dhabi, Meloni reuniu-se com o presidente Mohamed bin Zayed Al-Nahyan para reafirmar a proximidade com uma nação amiga, vítima de ataques continuios. Também foram tratados planos de apoio logístico às operações de repatriação de turistas e cidadãos italianos no país.
Entre os temas discutidos estiveram investimentos conjuntos em segurança e defesa, infraestrutura crítica e gestão de fluxos migratórios nas rotas do Mediterrâneo, conforme o governo italiano. A visita foi a primeira de um líder da UE, do G20 e da OTAN desde o início do conflito.
A agenda incluiu ainda avaliações sobre como assegurar o fornecimento de energia na região e mitigar o impacto da crise para empresas e cidadãos italianos e europeus, segundo fontes oficiais. O objetivo é ampliar a cooperação técnica e estratégica entre os países.
A viagem teve caráter estratégico para a Itália, que busca diversificar fontes energéticas e reforçar capacidades de defesa, especialmente em contextos de instabilidade regional. As autoridades italianas declararam que as discussões seguirão em nível diplomático e técnico.
A visita ocorreu em meio a críticas na Itália por parte de partidos de oposição, que questionaram a lentidão de respostas políticas. Em contraste, líderes de outras bancadas elogiaram a escolha como medida prudente frente aos riscos regionais.
A comitiva italiana informou que as conversas continuarão com transparência e foco em segurança energética, com compromisso de manter a proteção de cidadãos e interesses italianos no exterior.
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