- Os Estados Unidos mantêm Cuba sob pressão há décadas, com o governo de Donald Trump reforçando o tom de ameaça.
- Cuba fica a cerca de 150 quilômetros da Flórida, proximidade que historicamente favoreceu relações econômicas e turismo entre ambos.
- O regime cubano nacionalizou empresas norte-americanas após a Revolução de 1959, levando ao rompimento político com os EUA em 1960.
- Sem acesso ao mercado americano, Cuba passou a depender da União Soviética para energia, depois ganhou importância da Venezuela a partir de 1998, com Chávez.
- Em janeiro de 2026, a crise se agravou com a retirada de combustível após a prisão de Nicolás Maduro pelos EUA; especialistas veem a estratégia de Trump como pressão econômica, não intervenção militar.
O governo dos Estados Unidos mantém Cuba sob pressão há décadas, e a abordagem atual sob a gestão de Donald Trump difere de estratégias usadas em outras guerras por recursos. A ideia de uma possível tomada de controle amigável é apresentada como ameaça, mas com foco em pressões econômicas e políticas.
A tensão entre os dois países resulta de proximidade geográfica, herança ideológica e disputa econômica de longa data. Cuba fica a cerca de 150 km da Flórida, o que historicamente impulsionou relações econômicas com o Caribe e a América Central.
Antes da Revolução Cubana de 1959, empresas norte-americanas investiam no açúcar, frutas e turismo; a ascensão de Fidel Castro nacionalizou ativos e rompeu relações com os EUA em 1960, iniciando um confronto persistente. Patrícia Nasser, professora da UFMG, ressalta esse marco histórico e o fato de Cuba não ser uma economia capitalista nem uma democracia ao estilo americano.
Pelo pacto com a União Soviética, Cuba passou a depender de petróleo externo desde os anos 1960, e essa dependência se acentuou após o fim da URSS. Com Hugo Chávez, em 1998, o país venezuelano tornou-se o principal fornecedor de petróleo para Havana, situação que se manteve por anos.
Crise recente envolve a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026, que reduziu o envio de combustível. Embargos e pressões sobre Cuba aprofundam dificuldades econômicas e energéticas. A visão de Washington, segundo a especialista, é aumentar as dificuldades para exigir mudanças políticas e abrir o mercado para investimentos dos EUA.
Donald Trump tem manifestado interesse em mudanças de regime em Cuba e sugerido consequências para Havana caso não negocie. A especialista ressalta que o discurso é duro e deve ser monitorado, mas não indica, por si só, uma intervenção militar; a estratégia parece combinar pressão econômica e demonstração de poder, alinhada a políticas externas recentes.
Fonte: análise da Poder360 com base em declarações de especialistas e no histórico de relações entre os dois países.
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