- Coreia do Norte parece se distanciar do Irã, segundo o Serviço Nacional de Inteligência, não tendo enviado armas ou materiais ao país.
- Sinais de distância incluem a ausência de mensagens de condolências pela morte do aiatolá Ali Khamenei e de felicitações a Mojtaba Khamenei, conforme o NIS.
- O deputado Park Sun-won afirma que Pyongyang busca espaço diplomático antes da esperada cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping.
- Outro deputado, Lee Seong-kwon, disse que o país tem evitado criticar Trump nos últimos meses.
- O NIS relata dificuldades econômicas, com problemas no fornecimento de materiais industriais, alta de preços e câmbio, além da busca por mais fornecimento de petróleo da Rússia.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul, por meio do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), afirmou que a Coreia do Norte parece se distanciar do Irã. Segundo o briefing apresentado pelo deputado Park Sun-won, Pyongyang não enviou armas ou materiais ao Irã até o momento.
Sinais de afastamento incluem a ausência de mensagens de condolências pela morte do aiatolá Ali Khamenei e a não parabenização de Mojtaba Khamenei pela sua ascensão ao cargo de líder supremo. O NIS aponta indicativos de que a Coreia do Norte busca espaço diplomático.
Outro parlamentar, Lee Seong-kwon, acrescentou que o país tem evitado críticas diretas a Donald Trump nos últimos meses, em meio a incertezas regionais. Kim Jong Un já disse, em fevereiro, que não há motivo para atritos com os EUA, sinalizando controle de mensagens para manter relação com Washington.
Contexto econômico e geopolítico
O NIS destaca dificuldades econômicas da Coreia do Norte em função do conflito no Oriente Médio, com problemas de fornecimento de materiais industriais, inflação e desvalorização da moeda. O país também busca garantir maior fornecimento de petróleo da Rússia, para mitigar impactos econômicos.
A apuração indica que as mudanças de postura visam preservar espaço político externo antes de eventos diplomáticos relevantes, como a eventual cúpula entre EUA e China, parceiros tradicionais de Pyongyang. As informações são provenientes de depoimento de autoridades do NIS.
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