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Inteligência sul-coreana aponta distanciamento da Coreia do Norte em relação ao Irã

Coreia do Norte parece distanciar-se do Irã, em busca de espaço diplomático antes da cúpula Trump-Xi; enfrenta dificuldades econômicas e busca mais petróleo russo

O líder norte-coreano Kim Jong Un em Pyongyang, Coreia do Norte16/02/2025KCNA via REUTERS
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  • Coreia do Norte parece se distanciar do Irã, segundo o Serviço Nacional de Inteligência, não tendo enviado armas ou materiais ao país.
  • Sinais de distância incluem a ausência de mensagens de condolências pela morte do aiatolá Ali Khamenei e de felicitações a Mojtaba Khamenei, conforme o NIS.
  • O deputado Park Sun-won afirma que Pyongyang busca espaço diplomático antes da esperada cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping.
  • Outro deputado, Lee Seong-kwon, disse que o país tem evitado criticar Trump nos últimos meses.
  • O NIS relata dificuldades econômicas, com problemas no fornecimento de materiais industriais, alta de preços e câmbio, além da busca por mais fornecimento de petróleo da Rússia.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul, por meio do Serviço Nacional de Inteligência (NIS), afirmou que a Coreia do Norte parece se distanciar do Irã. Segundo o briefing apresentado pelo deputado Park Sun-won, Pyongyang não enviou armas ou materiais ao Irã até o momento.

Sinais de afastamento incluem a ausência de mensagens de condolências pela morte do aiatolá Ali Khamenei e a não parabenização de Mojtaba Khamenei pela sua ascensão ao cargo de líder supremo. O NIS aponta indicativos de que a Coreia do Norte busca espaço diplomático.

Outro parlamentar, Lee Seong-kwon, acrescentou que o país tem evitado críticas diretas a Donald Trump nos últimos meses, em meio a incertezas regionais. Kim Jong Un já disse, em fevereiro, que não há motivo para atritos com os EUA, sinalizando controle de mensagens para manter relação com Washington.

Contexto econômico e geopolítico

O NIS destaca dificuldades econômicas da Coreia do Norte em função do conflito no Oriente Médio, com problemas de fornecimento de materiais industriais, inflação e desvalorização da moeda. O país também busca garantir maior fornecimento de petróleo da Rússia, para mitigar impactos econômicos.

A apuração indica que as mudanças de postura visam preservar espaço político externo antes de eventos diplomáticos relevantes, como a eventual cúpula entre EUA e China, parceiros tradicionais de Pyongyang. As informações são provenientes de depoimento de autoridades do NIS.

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