- Israel aprovou uma lista atualizada de alvos de energia e infraestrutura no Irã, em preparação para um possível fracasso das negociações com os Estados Unidos.
- A informação foi compartilhada por duas fontes israelenses à CNN; os planos dependem da decisão de Donald Trump.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou preocupações sobre acordos de cessar-fogo, defendendo que o Irã entregue urânio enriquecido e interrompa o enriquecimento.
- Netanyahu e Trump falaram por telefone no domingo, após o resgate de dois pilotos americanos abatidos no Irã, discutindo perspectivas diplomáticas e coordenação militar.
- Trump afirmou ter um plano para destruir pontes e usinas de energia no Irã até a meia-noite, e sugeriu prazos para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Israel aprovou uma lista atualizada de alvos de energia e infraestrutura no Irã, como preparação para um possível cenário em que as negociações diplomáticas com os EUA não avancem. A informação foi compartilhada por duas fontes israelenses à CNN.
Segundo as fontes, o objetivo é manter planos prontos para as próximas semanas, dependendo de uma decisão norte-americana. Os oficiais afirmam que o país está cético quanto a um acordo e que preocupações de Netanyahu envolvem cessar-fogo que não deixem o Irã enriquecer urânio ou interromper totalmente as atividades de enriquecimento.
Netanyahu e Trump tiveram uma conversa por telefone na noite de domingo, após o resgate dos pilotos americanos abatidos sobre o Irã. As fontes indicam que a combinação de diplomacia e coordenação militar foi discutida, sem indicar mudanças oficiais na estratégia de Israel.
Planos de Trump
Trump afirmou ter um plano para destruir pontes e usinas de energia do Irã até a meia-noite de quarta, horário local. O objetivo seria destruição rápida, se necessário, mas ele ressaltou que não deseja que isso ocorra.
No fim de semana, Trump sugeriu um prazo para reabrir totalmente o Estreito de Ormuz, mencionando uma hora específica. Também renovou ameaças de bombardear infraestruturas iranianas, incluindo usinas de energia, caso Teerã não cumpra.
Contexto regional
O conflito envolve Estados Unidos, Israel e Irã, com ações mútuas desde o início de hostilidades relatadas entre fevereiro. Autoridades iranianas afirmam mirar apenas alvos de interesse dos EUA e de Israel na região.
Relatos indicam que o confronto já causou vítimas civis no Irã e danos a alvos militares na região. O conflito se expandiu para o Líbano, com ataques do Hezbollah sobre Israel, em retaliação à morte de líderes iranianos e a mudanças de liderança no Irã.
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