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Macron propõe união de potências médias para frear domínio da China e dos EUA

Macron defende aliança entre potências de médio porte para conter EUA e China, com foco em Ormuz, energia, IA e defesa, ampliando cooperação com Japão e Coreia do Sul

MacronÇ 'Não acredito que resolveremos a situação apenas com bombardeios ou operações militares' (Foto: Franck Robichon/EPA/Bloomberg)
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  • Macron defende que potências de médio porte se unam para enfrentar Estados Unidos e China, durante viagem pela Ásia.
  • Ele enfatizou cooperação com Coreia do Sul e Japão, em temas como segurança marítima no Estreito de Ormuz e custos de energia.
  • Grupos como Austrália, Brasil, Canadá e Índia teriam agenda comum com Japão e Coreia do Sul em direito internacional, democracia, clima e saúde global.
  • O presidente francês propõe cooperação em inteligência artificial, espaço, energia, energia nuclear, defesa e segurança, para enfrentar os dois blocos.
  • Macron pretende sustentar a tese em junho, na cúpula do G7 na França, enquanto critica riscos de depender de um único polo de poder.

O presidente francês Emmanuel Macron defende que potências de médio porte unam forças para reduzir a dependência de duas grandes potências, EUA e China. A ideia foi apresentada durante sua viagem pela Ásia, na qual discutiu segurança marítima no Estreito de Ormuz e cooperação com Coreia do Sul e Japão.

Macron afirmou que o objetivo não é ser vassalo de potências hegemônicas nem ficar exposto às imprevisibilidades de Washington. Ele ressaltou que Europa, Japão e Coreia do Sul compartilham uma agenda comum em temas como direito internacional, democracia, clima e saúde global.

Ainda segundo o presidente, países como Austrália, Brasil, Canadá e Índia teriam alinhamento semelhante. Ele sugeriu cooperação nessas áreas com foco em inteligência artificial, espaço, energia, defesa e segurança.

Potência europeia e agenda global

A ideia faz parte de uma visão de longo prazo de Macron, que lidera a única potência nuclear da UE e tem defendido o papel da Europa como contrapeso a EUA e China. Em 2023, ele provocou insatisfação entre aliados ao dizer que a UE não deveria ser “vassala” de Washington.

Macron também tem tratado de evitar uma escalada envolvendo Taiwan, citando riscos de envolvimento da Europa em conflitos regionais. A postura do presidente francês segue um padrão de buscar equilíbrio entre as duas potências, mantendo a Europa como ator independente.

Durante a próxima cúpula do G7, que será realizada na França em junho, o tema da cooperação com potências médias poderá ganhar destaque na agenda internacional, segundo assessores. A pressão por desescalada no Oriente Médio também figura entre as prioridades discutidas.

Contexto recente e críticas

As falas de Macron ganham relevância em um momento de tensão entre EUA e aliados na Ásia e na Europa. O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar aliados por não lhes oferecer apoio suficiente no conflito envolvendo o Irã, o que alimenta debates sobre coordenação de políticas de segurança.

Macron reconheceu a importância de evitar uma simples resposta militar para o Irã, defendendo um mecanismo de desescalada e operações de segurança no Estreito de Ormuz, após o fim dos bombardeios anunciados. O estreito continua crucial para o comércio global de petróleo e gás.

Fonte: Bloomberg.

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