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Paquistão propõe cessar-fogo imediato entre EUA e Irã

Paquistão propõe cessar-fogo imediato entre EUA e Irã com trégua já nesta segunda, mediada por Islamabad, e acordo em duas fases com Ormuz reaberto

Na imagem, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, e o presidente dos EUA, Donald Trump
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  • O Paquistão apresentou um plano de cessar-fogo imediato entre Irã e EUA, com a trégua podendo entrar em vigor já nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026.
  • O plano prevê duas fases: a primeira envolve cessar-fogo imediato e a reabertura do estreito de Ormuz; a segunda prevê um acordo definitivo em 15 a 20 dias.
  • O acordo preliminar, chamado Acordo de Islamabad, seria formalizado por meio de um memorando de entendimento, com mediação direta do Paquistão.
  • O Irã rejeitou as propostas anteriores dos EUA, dizendo que negociações não podem incluir ultimatos ou ameaças de crimes de guerra, e informou que apresentará suas condições pelos canais intermediários.
  • Há relatos de negociações sobre um cessar-fogo de até quarenta e cinco dias como etapa inicial, com mediadores Paquistão, Egito e Turquia; as chances de um acordo nas próximas 48 horas são consideradas baixas.

O Paquistão apresentou um plano de cessar-fogo imediato entre Estados Unidos e Irã, com o objetivo de interromper o conflito e abrir caminho para um acordo mais amplo. A proposta pode vigorar já na segunda-feira, 6 de abril de 2026, segundo a agência Reuters.

A estrutura do plano é em duas fases. A primeira prevê um cessar-fogo imediato e a reabertura do estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global. A segunda fase envolve negociações para um acordo definitivo em 15 a 20 dias, formalizado por um memorando de entendimento com mediação paquistanesa.

Asim Munir, chefe do Exército paquistanês, manteve contatos com autoridades dos dois lados, incluindo JD Vance, Steve Witkoff e Abbas Araqchi. O acordo preliminar, chamado Acordo de Islamabad, também trata de um novo arranjo regional para o estreito e de compromissos mais amplos, como limites ao programa nuclear iraniano em troca de alívio de sanções.

O Irã respondeu por meio do porta-voz Esmaeil Baghaei, afirmando que as negociações não devem conter ultimatos ou ameaças de crimes de guerra. O país disse ter rejeitado demandas anteriores dos EUA por considerá-las excessivas e informou que apresentará suas condições por canais intermediários quando for oportuno.

No fim de semana, o presidente Donald Trump recorreu à Truth Social para pedir que o Irã libere a passagem pelo estreito de Ormuz, chamando os iranianos de desgraçados loucos. No sábado, ele ampliou o prazo para 7 de abril e disse que faria uma entrevista hoje.

Segundo a Axios, autoridades dos EUA, Irã e mediadores regionais discutem um cessar-fogo de 45 dias como primeira fase, para então negociar o fim definitivo do conflito. As chances de um acordo no curto prazo são consideradas baixas.

Mediadores incluem Paquistão, Egito e Turquia, com discussões sobre medidas de confiança. Entre os pontos centrais estão a reabertura parcial de Ormuz e restrições ao estoque de urânio enriquecido do Irã. Esses temas são vistos como negociações-chave, com impacto nos mercados de energia.

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