- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao Brasil que estenda o Pix à Colômbia, usando as redes sociais no sábado.
- Petro criticou a lista de sanções da Ofac, órgão do Tesouro dos EUA, dizendo que o Pix deixou de ser uma arma contra o narcotráfico e se tornou instrumento de controle político.
- No post, ele afirmou que grandes líderes do tráfico driblam o sistema e citou Dubai como destino de luxo para alguns.
- O colombiano também defendeu que guerras não servem para nada, pedindo a interrupção de conflitos e mencionando Donald Trump.
- O contexto envolve o relatório anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA, que incluiu o Pix e questionou tratamento preferencial a pagamentos digitais no Brasil, alimentando o debate entre os dois países.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais no sábado (4 abr 2026) para defender o Pix e pedir que o sistema seja adotado na Colômbia. A declaração ocorreu após críticas dos EUA ao Brasil, em relatório do governo americano.
Petro pediu ao Brasil que estenda o Pix à Colômbia e criticou a lista de sanções da Ofac, órgão do Tesouro dos EUA. Segundo ele, o mecanismo não seria apenas ferramenta contra o narcotráfico, mas também instrumento de controle político.
Em sua publicação, o presidente colombiano mencionou que líderes do tráfico conseguem burlar o sistema e viajar para destinos como Dubai. Também comentou conflitos internacionais, afirmando que guerras são desastrosas para a humanidade.
Contexto do Relatório dos EUA
O governo americano incluiu o Pix no relatório anual do USTR, apontando que o Banco Central do Brasil cria, opera e regula o sistema, o que poderia reduzir o espaço de atuação de empresas estrangeiras de pagamentos, como Visa e Mastercard. O documento cita ainda a obrigação de instituições com mais de 500 mil contas oferecerem o Pix.
O relatório também questiona a vantagem competitiva de fornecedores externos diante de regras que favorecem a plataforma. A divulgação amplifica o debate entre Estados sobre política econômica e tecnologia financeira.
Em 2025, a administração Trump chegou a aplicar tarifas a produtos brasileiros e abriu investigação para apurar práticas relacionadas a comércio digital e serviços de pagamento. O caso alimenta uma discussão diplomática entre Brasil e EUA sobre openness tecnológica e competição.
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