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Presidente da Colômbia defende Pix diante de críticas dos EUA

Petro defende extensão do Pix à Colômbia e critica lista de sanções do Tesouro dos EUA, afirmando uso político do sistema de pagamentos

O presidente Lula (à esquerda) durante reunião bilateral com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em 21 de março de 2026, em Bogotá
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao Brasil que estenda o Pix à Colômbia, usando as redes sociais no sábado.
  • Petro criticou a lista de sanções da Ofac, órgão do Tesouro dos EUA, dizendo que o Pix deixou de ser uma arma contra o narcotráfico e se tornou instrumento de controle político.
  • No post, ele afirmou que grandes líderes do tráfico driblam o sistema e citou Dubai como destino de luxo para alguns.
  • O colombiano também defendeu que guerras não servem para nada, pedindo a interrupção de conflitos e mencionando Donald Trump.
  • O contexto envolve o relatório anual do Escritório do Representante Comercial dos EUA, que incluiu o Pix e questionou tratamento preferencial a pagamentos digitais no Brasil, alimentando o debate entre os dois países.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, usou as redes sociais no sábado (4 abr 2026) para defender o Pix e pedir que o sistema seja adotado na Colômbia. A declaração ocorreu após críticas dos EUA ao Brasil, em relatório do governo americano.

Petro pediu ao Brasil que estenda o Pix à Colômbia e criticou a lista de sanções da Ofac, órgão do Tesouro dos EUA. Segundo ele, o mecanismo não seria apenas ferramenta contra o narcotráfico, mas também instrumento de controle político.

Em sua publicação, o presidente colombiano mencionou que líderes do tráfico conseguem burlar o sistema e viajar para destinos como Dubai. Também comentou conflitos internacionais, afirmando que guerras são desastrosas para a humanidade.

Contexto do Relatório dos EUA

O governo americano incluiu o Pix no relatório anual do USTR, apontando que o Banco Central do Brasil cria, opera e regula o sistema, o que poderia reduzir o espaço de atuação de empresas estrangeiras de pagamentos, como Visa e Mastercard. O documento cita ainda a obrigação de instituições com mais de 500 mil contas oferecerem o Pix.

O relatório também questiona a vantagem competitiva de fornecedores externos diante de regras que favorecem a plataforma. A divulgação amplifica o debate entre Estados sobre política econômica e tecnologia financeira.

Em 2025, a administração Trump chegou a aplicar tarifas a produtos brasileiros e abriu investigação para apurar práticas relacionadas a comércio digital e serviços de pagamento. O caso alimenta uma discussão diplomática entre Brasil e EUA sobre openness tecnológica e competição.

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