- Cristãos sírios celebraram a Páscoa apenas com orações nas igrejas, após ataque a Al-Suqaylabiyah, em Hama, em 27 de março, com motoristas atacando a cidade, carros danificados e lojas depredadas; não houve relatos de vítimas.
- A cidade, de maioria grega-ortodoxa, teve a estátua de Nossa Senhora destruída; as forças de segurança entraram na região no fim do dia 27 de março para conter novos incidentes.
- Os patriarcados Melquita e Grego-ortodoxo anunciaram que as celebrações ficariam restritas a orações nas igrejas; pedem investigação oficial, responsabilização e indenização aos afetados.
- Em Damasco, os desfiles de escoteiros foram suspensos; a decisão passou a abranger outras festas, incluindo a Sexta-feira Santa, por motivos de segurança.
- O Patriarca João X levou a Missa do Domingo de Ramos; líderes ressaltaram a esperança de paz, e a população cristã na Síria fica antes estimada em mais de 3 milhões, hoje reduzida a menos de 2 milhões.
O ataque a Al-Suqaylabiyah, na província de Hama, em 27 de março, levou à suspensão das celebrações de Páscoa para cristãos sírios. As atividades públicas foram limitadas a orações dentro das igrejas, em meio a violência recente.
As autoridades religiosas concordaram em cancelar desfiles de scouts e procissões de rua para demonstrar solidariedade aos moradores da cidade, majoritariamente ortodoxos gregos. A decisão foi tomada diante da situação de insegurança.
Dois homens foram expulsos de uma região vizinha na véspera do ataque, o que desencadeou a violência. A entrada de forças de segurança ocorreu apenas no fim de 27 de março, impedindo novos incidentes.
Primeiro balanço e reações
A destruição de uma estátua da Virgem Maria foi confirmada pelos relatos das igrejas, mas não houve confirmação de vítimas. As autoridades religiosas pedem investigação oficial e responsabilização dos autores.
O Patriarcado Grego-Católico Melquita e o Patriarcado Ortodoxo de Antioquia destacaram que as celebrações foram restritas a orações, visando preservar a segurança dos fiéis diante das circunstâncias.
Em Damasco, as festas de Palm Sunday ocorreram com liturgias, mas as festividades públicas de Páscoa, incluindo desfiles, ficaram ausentes em várias áreas.
Contexto e impacto local
A igreja ortodoxa de Antioquia realiza as cerimônias com participação de autoridades locais, como o Ministério de Assuntos Sociais e Trabalho, representado por Hind Kabawat, em cerimônias religiosas.
Especialistas destacam que a violência contra comunidades cristãs em áreas com presença histórica de fiéis tem impacto na coesão local e na mobilidade social, especialmente em cidades com tradição religiosa antiga.
Antes da guerra civil de 2011, cristãos representavam cerca de 10% da população síria, com mais de 3 milhões de pessoas. O conflito reduziu esse contingente para menos de 2 milhões, com comunidades concentradas em Damasco, Alepo, Latakia, Maaloula e Saidnaya.
Perspectivas para o futuro
Autoridades religiosas pedem investigação adequada e reparação aos afetados. Em meio à tensão, líderes ressaltam a importância de paz para a coexistência entre comunidades ao longo de cidades históricas da Síria.
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