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Cristãos sofrem violência extrema durante a Páscoa na África

Na região de Ituri, ADF intensifica ataques contra comunidades cristãs, com sequestros em massa, dezenas de mortes e deslocamento forçado durante a Páscoa

Cristãos enfrentam violência extrema durante a Páscoa na África
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  • A violência promovida pelas Forças Democráticas Aliadas (ADF) na província de Ituri, no Leste da República Democrática do Congo, aumentou entre o fim de março e o início de abril de 2026, com sequestros em massa, dezenas de mortes e deslocamento de civis.
  • Entre 28 e 29 de março, ataques ao longo do eixo Mambasa-Komanda deixaram mais de 300 civis sequestrados, principalmente agricultores; a imprensa local chegou a mencionar 388, cifra não confirmada de forma independente.
  • Entre 1º e 2 de abril, a vila de Bafwakoa foi alvo de novos ataques, com 43 mortos por armas brancas, destruição de casas e veículos, além de diversos sequestros.
  • A Coordenação Provincial da Sociedade Civil de Ituri informou novos sequestros e destruição de bens; há relatos de cerca de dez meninos sequestrados em Muchanga e ameaça a seis dos sete líderes do território de Mambasa.
  • O impacto sobre a igreja e a economia local é significativo: cultos com menor participação durante a Páscoa e aumento de preços de alimentos, com muitos comerciantes fugindo com suas mercadorias.

A violência dirigida a comunidades cristãs no leste da República Democrática do Congo se intensificou entre o fim de março e o início de abril de 2026, na província de Ituri. Atos atribuídos a membros das Forças Democráticas Aliadas (ADF) tiveram como cenário principal o eixo Mambasa-Komanda, com sequestros, mortes e deslocamentos forçados.

Fontes locais relatam sequestros em massa de civis, principalmente agricultores, durante as noites de 28 e 29 de março. A imprensa local chegou a mencionar 388 pessoas capturadas em dois dias, número ainda não confirmado de forma independente. Cerca de 100 civis teriam sido levados no primeiro ataque em Babungwe, e mais de 200 no ataque de Lomalisa, em 29 de março.

A violência resultou em grande deslocamento de moradores, que buscaram abrigo em famílias acolhedoras ou em áreas como Makoko, segundo relatos da imprensa local. Entre 1º e 2 de abril, ataques a vilas da região de Mabukulu e Masoli elevaram o nível de violência, com registros de mortes e destruição de casas.

Agression ou massacre em Bafwakoa

Entre 1º e 2 de abril, novas ações das ADF atingiram Bafwakoa, provocando mortes e intensa queima de propriedades. Relatos de moradores de Nia-Nia indicam que diversas famílias buscaram abrigo em outras comunidades durante a semana da Páscoa.

As Forças Armadas da RDC (FARDC) confirmaram, em 2 de abril, uma incursão das ADF/MTM em Bafwakoa, com 43 mortes por armas brancas, 44 casas incendiadas, além de um caminhão basculante e cinco motocicletas danificadas. O incidente também contabilizou vários sequestros.

Desdobramentos e avaliação dos impactos

A 3ª Zona de Defesa de Ituri afirmou tratar-se de violação grave dos direitos humanos. A Coordenação Provincial da Sociedade Civil de Ituri elevou o saldo de mortos para 50, com novos sequestros e prejuízos materiais. Ao mesmo tempo, a seara civil aponta o esvaziamento de vilarejos e a insegurança como quadro permanente na região.

Segundo a sociedade civil, cerca de dez jovens teriam sido sequestrados na vila de Muchanga, a 11 km de Mambasa. A instituição pediu prioridade do governo no enfrentamento do grupo e ressalta que seis dos sete líderes do território de Mambasa permanecem sob ameaça.

Impacto sobre a vida comunitária e econômica

O avanço da violência afetou a igreja local, com relatos de quedas na frequência de cultos e ensaios, especialmente durante a Semana Santa. Economicamente, comerciantes fugiram com mercadorias, enquanto aumentos de preços elevaram o custo de itens básicos na região.

Fontes locais destacam o papel das organizações humanitárias na busca por respostas e proteção, bem como a necessidade de avaliação independente dos números de vítimas, sequestrados e deslocados. As informações seguem em monitoramento pelas autoridades locais e por organizações da sociedade civil.

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