- O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a libertação de Cécile Kohler e Jacques Paris, que estão a caminho de solo francês, nesta terça-feira, 7 de abril.
- Eles passaram mais de três anos detidos no Irã; Kohler, professora de 41 anos, e Paris, professor aposentado de 72 anos, foram condenados em outubro por espionagem, depois liberados em novembro, mas impedidos de sair do Irã.
- Desde a libertação, ficaram confinados à embaixada francesa em Teerã, até a atual libertação e repatriação.
- O acordo contou com mediation de autoridades omanitas; o chanceler francês Jean-Noël Barrot informou ter falado com os dois e eles expressaram emoção ao retorno próximo.
- A saída ocorreu em meio ao contexto de conflito na região, com diplomatas tentando avançar na libertação durante a escalada de tensões no Irã desde o fim de fevereiro.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira a libertação de Cécile Kohler e Jacques Paris, detidos há mais de três anos no Irã, e que já seguem para solo francês. A informação foi divulgada via X pelo Palácio do Eliseu, em meio ao conflito na região.
Kohler, 41 anos, professora, e Paris, 72, ex-professor, foram condenados em outubro passado a 20 e 17 anos de prisão, respectivamente, por espionagem, incluindo alegações de atuação em favor de Israel. Após a libertação, porém, foram impedidos de deixar o Irã e ficaram confinados à embaixada francesa em Teerã.
Diplomatas intensificaram esforços para assegurar a libertação e a repatriação, em um contexto agravado pela guerra no Irã que estourou em 28 de fevereiro. Barrot manteve contato telefônico com o ministro iraniano Abbas Araghchi, destacando, segundo a embaixada francesa, a atuação de mediadores, entre eles autoridades omanenses, serviços estatais e cidadãos franceses engajados no caso.
Desenvolvimento diplomático
Barrot afirmou, também pelo X, que manteve contato com Kohler e Paris por telefone. Eles expressaram emoção e alegria com a proximidade da reunião com a França e com seus familiares, segundo o ministro.
Macron agradeceu as autoridades de Omã pela mediação e destacou o esforço de serviços estatais e da sociedade civil na mobilização pelo retorno. A situação ressalta os desdobramentos de casos de detenção prolongada envolvendo cidadãos franceses no Irã durante o período de tensão regional.
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