- O vice-ministro da Juventude e do Esporte do Irã convocou jovens para formar uma “corrente humana” ao redor das usinas de energia do país.
- A chamada foi feita por meio da rede social X pelo vice-ministro Alireza Rahimi, na segunda-feira (6).
- A mobilização ocorre após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear infraestrutura pública do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
- O evento está marcado para terça-feira, às 14h, ao lado das usinas, reunindo pessoas de diferentes crenças para dizer que atacar infraestrutura pública é crime de guerra.
- O contexto também destaca histórico iraniano de recrutamento de crianças-soldado durante a Guerra Irã-Iraque e apelos recentes da Guarda Revolucionária para voluntários, incluindo crianças, segundo a Anistia Internacional.
O vice-ministro da Juventude e do Esporte do Irã convocou jovens para formar a Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante ao redor das usinas de energia do país. A chamada foi publicada na segunda-feira (6) pelo ministro Alireza Rahimi, em rede social.
A iniciativa ocorre em meio a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de bombardear infraestrutura pública do Irã caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto. O governo iraniano não confirmou detalhes sobre ações militares, mas reforçou a defesa de ativos estratégicos.
Rahimi convidou jovens, figuras culturais e esportistas para a campanha nacional, marcada para ocorrer amanhã, terça-feira, às 14h, ao lado de usinas em todo o território. O objetivo é unido e pacífico, com pessoas de diferentes crenças para afirmar que ataques à infraestrutura constituem crime de guerra.
Contexto internacional e histórico
Ao longo do fim de semana, Trump decretou um prazo para o Irã, ligado a uma possível negociação, com horários divulgados pela imprensa norte-americana. A tensão aumenta diante de debates sobre segurança regional e interrupções no comércio do Golfo.
Referências de direitos humanos apontam que autoridades iranianas tiveram histórico de recrutamento de menores durante conflitos passados. Um relatório recente de organizações como a Anistia Internacional destacou apelos a voluntários, em alguns casos com participação de adolescentes, em iniciativas de defesa do país.
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