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Rússia e China vetam ONU para reabrir Hormuz; prazo dos EUA se aproxima

Rússia e China vetam resolução da ONU para reabrir o Estreito de Hormuz, enquanto EUA pressionam Irã com prazo para abrir passagem

Oil tankers and cargo ships line up in the Strait of Hormuz as seen from Khor Fakkan, 11 March, 2026
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  • Rússia e China vetoaram no Conselho de Segurança da ONU uma resolução para reabrir o Estreito de Hormuz.
  • O voto ficou em onze votos a favor, dois contrários e duas abstenções, minutos antes do prazo estabelecido pelos EUA para Irã abrir a passagem ou enfrentar ataques.
  • A resolução já havia sido enfraquecida durante o processo, saindo da versão inicial que previa “todos os meios necessários”, inclusive uso de força, para defesa do trânsito; posteriormente, não houve referência a ações ofensivas.
  • A versão final limitava-se ao Estreito de Hormuz e não incluía autorização do Conselho; destacava apenas cooperação para garantir a segurança da navegação de forma defensiva.
  • Irã tem atacado infraestrutura civil em mais de dez países em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel, conforme a notícia, algo visto como ameaça para o Golfo.

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma resolução que buscava reabrir o Estreito de Hormuz. A votação ocorreu na terça-feira, com 11 votos a favor, 2 contrários e 2 abstenções. A proposta estava sendo endurecida para obter apoio de Rússia e China, que decidiram vetoar.

A iniciativa foi impulsionada pelo Bahrein, país que atualmente preside o Conselho e abriga a 5ª Frota dos Estados Unidos. A ideia era permitir o uso de “todos os meios necessários” para garantir o trânsito pelo estreito, diante das tentativas de fechamento.

A resolução, já enfraquecida em negociações, limitava-se a ações defensivas e não mencionava explicitamente autorização do Conselho. Mesmo assim, Russia, China e outros membros rejeitaram o texto, citando responsabilização de ações de outros países no conflito.

Contexto e desdobramentos

O foco diplomático ocorria em meio a um conflito que já dura cinco semanas e que elevou os preços globais de energia. O Estreito de Hormuz é passagem crucial para cerca de 20% do óleo mundial, sob controle de forças na região.

Analistas apontam que, mesmo aprovado, o texto provavelmente não alteraria o curso das hostilidades, dado o endurecimento de posições já estabelecidas. O veto de terça-feira abre espaço para novas tentativas diplomáticas, sem previsão de ações militares imediatas.

O presidente dos EUA estabeleceu um prazo para que o Irã reabra o estreito ou enfrente ataques a alvos civis. O governo americano justificou a pressão como parte de uma resposta a ações no conflito regional, incluindo ataques a infraestrutura.

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