- Kyiv afirma que a Rússia compartilhou com o Irã imagens de satélite sobre o sistema de energia de Israel, envolvendo cerca de cinquenta a cinquenta e três instalações civis.
- Zelenskyy disse que os dados podem permitir ataques do Irã a sites energéticos, arriscando um colapso total da rede e blecautes em massa.
- A imprensa israelense aponta três categorias de alvos: instalações de produção críticas, grandes centros urbanos e infraestrutura local (subestações regionais).
- Segundo a Ucrânia, o intercâmbio ocorre por meio de um canal de comunicação permanente entre Rússia e Irã, com oficiais de inteligência russos em Teerã.
- A avaliação de inteligência ucraniana aponta que, entre vinte e quatro de março e trinta e um de março, satélites registraram 46 objetos em onze países do Oriente Médio, seguidos por ataques iranianos a bases e sedes militares.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a Rússia compartilhou inteligência orbital sobre o sistema de energia de Israel com a Iran para facilitar ataques a sites energéticos do país. Segundo Zelenskyy, a Kyiv tem informações sobre cerca de 50 a 53 instalações civis, sem relevância militar, que teriam sido repassadas a Teerã. A divulgação ocorreu apenas para ilustrar o risco de danos à rede elétrica israelense.
A fala de Zelenskyy sustenta que o uso da experiência adquirida pela Rússia na guerra contra a Ucrânia está sendo compartilhado com a Iran, citando também drones Shahed, rebatizados para uso com novas gerações. O relato aponta que o objetivo seria provocar interrupções generalizadas no fornecimento de energia em Israel.
Contexto da aliança
De acordo com as fontes, a cooperação entre Moscou e Teerã envolveu a partilha de imagens de satélite de alvos em Israel, com a ideia de atacar infraestrutura civil sem locais de defesa. A denúncia sugere que a ofensiva seria coordenada por meio de um canal de comunicações permanente entre Rússia e Irã, possivelmente com apoio de oficiais de inteligência russos em Teerã.
Detalhes dos alvos e impactos
Especialistas ouvidos pela imprensa israelense classificam os alvos em três categorias conforme importância estratégica: instalações de produção críticas, grandes hubs urbanos e infraestrutura local de subestações. A destruição de pontos-chave poderia, segundo as análises, provocar falhas extensas no sistema elétrico com impactos prolongados.
Outro ponto citado é a possibilidade de danos em componentes centrais provocarem colapsos energéticos sistêmicos, levando a blecautes generalizados. As informações apontam que o principal alvo seria a usina de energia Orot Rabin, entre as instalações de maior relevância para a matriz energética do país.
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